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Convivência

Acidentes com crianças em condomínio

Veja dicas de como prevenir essa situação no seu condomínio

Publicado em: terça-feira, 25 de abril de 2017

Guia de prevenção de acidentes com crianças em condomínios

Adotando algumas medidas simples, como um piso emborrachado no playground e protetores nas tomadas, dá para deixar os pequenos mais seguros

Piscinas sem grades de proteção e com azulejos escorregadios ao redor. Brinquedos com parafusos soltando no playground. Tomadas de alta tensão desprotegidas no salão de jogos. Todas essas situações geram riscos de acidentes para crianças em condomínios residenciais.

Uma queda, por exemplo, pode causar um trauma grave na cabeça. Crianças desacompanhadas em áreas com água podem até mesmo sofrer de afogamento secundário, do tipo que apresenta sinais várias horas depois, conforma alerta a tenente Rafela Diotalevi, oficial de comunicação social do Corpo de Bombeiros. Por isso, todo cuidado é pouco.

Tanto é que hoje existem no mercado iniciativas voltadas a condomínios para prevenção de acidentes. É o caso do Angelino, programa que, depois de cerca de 10 anos atuando com informações em livros para segurança infantil, passou a fornecer consultorias para escolas e condomínios. “A ideia surgiu quando percebi que as orientações de segurança precisavam ser readequadas para o público infantil”, diz Renato Cavalher, idealizador.

Ele e a sócia e esposa, Daniela Capeletti, fornecem um serviço composto por quatro etapas com o Angelino. A primeira é a avaliação das estruturas comuns do condomínio, que culmina com um diagnóstico e um relatório abordando os pontos críticos e os vulneráveis.

“Isso é feito a partir da perspectiva da criança, como ela enxerga tudo”, explicam.

Depois, realizam um treinamento de seis horas com os funcionários do condomínio. “Todos vão, eventualmente, deparar-se com uma situação em que alguma criança está em risco”, ressaltam. Em um terceiro momento, são feitas atividades educativas com os pequenos e, por último, uma palestra com os pais, para alertar sobre os maiores perigos e como preveni-los.

Um condomínio localizado no Portão, em Curitiba, contratou o programa e adotou as medidas no ano passado. “Temos 1,8 mil moradores e mais de 100 crianças. Optamos pela consultoria para prevenção. Após a implantação, as áreas infantis passaram a ser muito mais usadas”, afirma o síndico, Maicon Guedes, que também é diretor da Informma Administradora. “Com as medidas, ficamos mais seguros, temos certeza de que nossos filhos estão protegidos”, diz o morador Luiz Fernando Levandoski, professor que tem duas filhas, uma delas de 7 anos que usa constantemente o playground do complexo.

Piscina

Afogamento é a segunda causa de morte entre crianças no Brasil, segundo pesquisa da ONG Criança Segura, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito. “Basta uma lâmina de três centímetros de água para uma criança se afogar”, alertam Cavalher e Daniela. Levando essa estatística em consideração, a proteção da piscina em condomínios é muito importante.

Instalar portões ou grades no entorno da piscina também é uma forma de evitar que crianças desacompanhadas acessem a área. Pisos antiderrapantes ao redor evitam que elas escorreguem e caiam.

“Em muitos lugares, é uma questão de desinformação, de as pessoas não saberem que há recursos para proteger mais essa área”, afirma a coordenadora nacional da Criança Segura, Gabriela Guida de Freitas. Ela explica que há formas de regular o bombeamento de água, por exemplo, para que fique condizente com o volume, evitando muita força nos ralos. Outra solução para proteger os ralos é instalar grelhas protetoras, que evitam que cabelos e partes do corpo sejam sugados.

Playgrounds e brinquedotecas

“A criança vai cair no parquinho, é um fato. A questão é o que fazer para evitar que a queda cause algo grave”, diz Gabriela. Para isso, alguns cuidados podem ser tomados no playground, como instalar pisos emborrachados específicos que amortecem impactos.

Para que as crianças não se machuquem com parafusos soltos, pode-se lançar mão de protetores. As quinas dos brinquedos devem ser arredondadas. Em gangorras e outros brinquedos que contem com apoio de mão, o ideal é protegê-lo com borracha, para que as rebarbas do metal não cortem.

Após o trabalho do Angelino no condomínio administrado por Guedes, os brinquedos no plauground ganharam protetores para parafusos. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

As bordas dos brinquedos foram arredondadas e as barras para mãos ganharam proteção, para evitar que as rebarbas do metal machucassem as crianças. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Nas brinquedotecas, o piso emborrachado de EVA deixa o ambiente mais seguro para os pequenos. Prateleiras e armários sem quinas vivas são os mais indicados. Para isso, dá para lixar ou instalar proteções de silicone. Tomadas devem sempre contar com protetores. No banheiro, é muito importante manter o vaso sanitário fechado com trava.

Escadas e elevadores

Como as crianças costumam correr nas escadas, elas são lugares propícios para quedas, confirme explica a tenente Rafela, do Corpo de Bombeiros. Uma forma eficaz de evitar acidentes é usar piso ou faixas antiderrapantes.

No caso dos elevadores, é preciso que a criança esteja sempre supervisionada. Isso porque ela pode querer forçar a abertura da porta, mesmo quando o elevador não está posicionado. “Às vezes elas veem em filmes e tentam imitar. Por isso, é muito importante que os responsáveis falem para elas nunca tentarem algo parecido”, explica a tenente.

Garagens

Crianças nunca devem estar desacompanhadas na garagem, reforça Gabriela, da Criança Segura.

“Por serem menores, muitas vezes ficam no ponto cego do carro, o que facilita um atropelamento”, explica. “A forma de prevenir acidentes é impedir o acesso delas ao local sem acompanhamento”, afirma.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

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