Tragédia
MG: Chuvas matam 70 e atingem prédios e condomínios
Deslizamentos de terra foram registrados em pelo menos 14 localidades de Juiz de Fora (MG) entre a noite de segunda (23) e a madrugada desta terça-feira (24), após um temporal atingir a cidade. Até o momento, 5 pessoas seguem desaparecidas e 70 óbitos foram confirmados.
O acumulado de chuva atingiu 180 mm em alguns pontos, levando a prefeitura a decretar estado de calamidade pública. Este é o fevereiro mais chuvoso da história do município, com 584 milímetros acumulados, o dobro do esperado para o mês.
Cidades vizinhas, como Ubá e Matias Barbosa, também foram afetadas.
- SAIBA MAIS: Prepare seu condomínio para o período de chuvas
Deslizamentos atingem casas e prédios
No bairro Paineiras, região Central, um barranco desabou sobre o primeiro pavimento de um prédio e de duas casas na rua Engenheiro Murilo Miranda de Andrade.
O sargento Oliveira explicou a situação no local:
“Algumas pessoas conseguiram sair por outro lado, onde há um prédio grande de quatro ou cinco andares. Quinze pessoas estavam no último andar. A princípio, um casal ficou soterrado. A esposa já conseguiu sair e não temos notícias do esposo”, disse.
Ludmila Mancini Alcântara estava com a irmã quando presenciou o deslizamento. “Escutamos um estrondo muito alto. Quando fomos ver, havia muita terra descendo. Subimos para o terraço e veio um deslizamento muito forte. Conseguimos passar para um prédio vizinho até a chegada do resgate dos bombeiros”, declarou.
Impactos em condomínios e edificações
A situação é particularmente crítica para condomínios e edificações localizadas em áreas de encosta.
O deslizamento no bairro Paineiras exemplifica os riscos enfrentados por prédios residenciais construídos próximos a morros, onde a saturação do solo compromete a estabilidade de fundações e estruturas de contenção, colocando em risco a segurança dos moradores.
Nessas circunstâncias, síndicos e administradores de condomínios em áreas de risco devem ficar atentos a sinais de instabilidade, como rachaduras em paredes, muros de arrimo com inclinação, infiltrações anormais e deslocamento de pisos.
A evacuação preventiva pode ser necessária mesmo em edificações que aparentemente não foram atingidas diretamente, já que o solo saturado mantém o risco elevado de novos deslizamentos.
Outros bairros atingidos
No bairro JK, a Defesa Civil confirmou o desmoronamento de uma edificação na rua Francisco Gonzalo de Faria. Vizinhos relataram ter ouvido estalos seguidos por um estrondo.
Um dos bairros mais afetados é o Parque Burnier, onde há 20 pessoas desaparecidas, entre elas mais de cinco crianças. Nove pessoas foram resgatadas com vida no local e quatro morreram. Ao todo, 12 casas desabaram na região.
A Prefeitura confirmou ao menos seis soterramentos nos bairros Cerâmica, Esplanada, Três Moinhos, Santa Rita e Parque Burnier. No Bairro Cerâmica, duas casas desabaram, deixando cinco pessoas da mesma família soterradas. Bombeiros, equipes da Empav, Defesa Civil e Polícia Militar atuam na ocorrência.
O solo completamente saturado mantém o risco de novos desabamentos em nível altíssimo, mesmo em locais onde a chuva deu trégua. O Inmet renovou o alerta para temporais até sexta-feira (27), com previsão de volumes intensos e ventos fortes.
Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)