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Ambiente

Coleta seletiva

Cooperativas reclamam de falta de fiscalização, em Santos

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cooperativa de reciclagem reclama de falta de fiscalização da Prefeitura de Santos

Segundo o presidente da ONG Sem Fronteira, contratos de reciclagem com condomínios de Santos caíram 32%. Recicla Centro também não teve aderência de comerciantes.

A falta de fiscalização da Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, sobre a destinação correta de materiais recicláveis, é o motivo alegado por condomínios que cancelaram contratos de reciclagem com a Organização Não Governamental (ONG) Sem Fronteira, segundo o presidente da instituição, Marcelo Adriano da Silva.

Ele conta que, após a implementação da lei que criou o programa Recicla Santos, em julho de 2017, houve um ápice na coleta de materiais recicláveis, chegando a ser firmados até 50 contratos com condomínios de Santos. Mais recentemente, o número caiu 32%.

Atualmente, 16 prédios têm contrato firmado com a cooperativa. “Muita gente passou a dizer que não tem necessidade de reciclar porque a prefeitura não está fiscalizando. Falta consciência, sensibilidade de saber que, independentemente da fiscalização, é uma questão de fazer a coisa correta”, diz.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Santos (Semam), Marcos Libório, além dos oito fiscais da Semam, a Guarda Civil e a fiscalização de posturas da Secretaria de Finanças também estão autorizadas a notificar os munícipes que não cumprirem a legislação.

Dados divulgados pela prefeitura mostram que, no período entre novembro de 2017 – quando as multas puderam começar a ser aplicadas – e 2018, foram aplicadas 168 intimações e 28 multas, que renderam R$ 126.956,90 aos cofres públicos. "A ideia não é, num primeiro momento, não aplicar multa, mas resolver o problema. Se houver reincidência, aí a gente aplica multa”, afirma Libório.

Recicla Centro

Um dos projetos da Semam é o Recicla Centro. A ONG Sem Fronteira é responsável por recolher os materiais recicláveis de comerciantes do bairro. Foram disponibilizadas dez 'recicletas' pela prefeitura, mas, segundo o presidente da ONG, não houve adesão dos comerciantes. "É um trabalho gratuito. Mesmo assim, mais de 90% dos comerciantes do Centro não usam o serviço", afirma Silva.

Segundo o secretário Marcos Libório, são realizadas forças-tarefas uma vez por mês para fiscalizar a situação no Centro. "Eu não consigo compreender que o descarte aconteça em frente à própria loja". Para fazer parte do projeto, empresas do Centro precisam fazer o cadastro no site da instituição.

Reciclagem

Para Marcelo Adriano, há moradores que não aderem à reciclagem por pensar que se trata de algo complexo (confira algumas dicas abaixo). "Alguns pensam que a gente tinha que estar pagando para recolher o material, porque dizem que a gente vai ganhar dinheiro com isso. A reciclagem é importante, mas financeiramente não paga despesas".

Ele lembra que é importante respeitar os horários de cada serviço da prefeitura. "O dia da coleta seletiva é só para material reciclável. Já o descarte de materiais como móveis e colchões deve ser feito diretamente com o Cata-Treco".

Mistura de materiais

Outro problema é a mistura de materiais orgânicos, além de móveis e colchões, com itens recicláveis. "Muitas vezes misturam móveis com garrafas de vidro, que acabam quebrando. Como fica perigoso fazer a separação, acabamos não aproveitando. Também é complicado quando misturam recicláveis com alimentos. Muitas vezes o material acaba sendo inutilizado", diz o presidente da instituição.

Para o secretário, é preciso conscientização da população. "A responsabilidade de separação é da população. A gente luta por bons projetos, mas ainda estamos pedindo para separarem a latinha da casca de banana", destaca.

Dicas de reciclagem

  • É preciso lavar os materiais antes de encaminhar à reciclagem? É uma questão de consciência. É importante lavar porque, dependendo do resíduo, quando chega à cooperativa ele já apodreceu. Exemplo: bandejas de carne.
  • Isopor é reciclável (bandejas de isopor, embalagens de marmitex)? Sim, mas é importante retirar os resíduos para não haver contaminação.
  • Vidro quebrado pode ser reciclado? Sim. O vidro pode ser aproveitado mesmo quando estiver quebrado, desde que não seja descartado junto com materiais orgânicos.
  • Toalhas de papel e guardanapos também podem? Sim. Só não podem ser reciclados os papéis higiênicos.
  • E copos descartáveis sujos, com restos de café e outros líquidos? Sim.
  • Pode misturar os recicláveis com restos de alimentos ou papel higiênico? Não. Isso contamina os materiais recicláveis. Papéis higiênicos precisam ser descartados como orgânicos.
  • É preciso lavar e secar as embalagens tetrapack após o uso? É importante retirar os resídios, porque quando chegam ao destino final, muitas vezes estão apodrecidos.
  • E as caixas de pizza? Sim, mesmo se estiverem com restos de gordura.
  • Garrafas PET com restos de óleo também podem? Sim. O material pode ser totalmente aproveitado, mesmo se estiver com resíduos de óleo.
  • Onde descartar pilhas, medicamentos, produtos eletrônicos etc? Esses materiais devem ser devolvidos diretamente nos locais onde foram adquiridos.

Programação

Coleta Seletiva

Serviço exclusivo para o descarte de materiais recicláveis, como embalagens, plásticos, papel-papelão, vidro, metais etc.

Segunda-feira

8h - Estuário, Piratininga, São Manoel, Alemoa e Macuco

13h - Boqueirão

Terça-feira

8h - Santa Maria, Bom Retiro, Vila Belmiro, Valongo, Morro São Bento, Boa Vista, Pacheco, Vila São Bento

13h - Campo Grande

Quarta-feira

8h - Paquetá, Vila Nova, Centro e Jardim Castelo

13h - Marapé, Gonzaga (zona comercial) e Aparecida

Quinta-feira

8h - Rádio Clube, Vila São Jorge, Chico de Paula, Jabaquara e Monte Serrat

13h - Pompéia, José Menino e Gonzaga (comercial/ residencial)

Cata-Treco

O agendamento do serviço pode ser feito pelo telefone 0800-7708770.

Segunda-feira

8h – Estuário, Piratininga, São Manoel, Alemoa, Morro do Saboó, Morro da Penha, Morro do José Menino e Morro do Marapé

13h – Boqueirão

Terça-feira

8h – Santa Maria, Bom Retiro, Vila Belmiro, Valongo, Vila São Bento, Morro da Boa Vista, Morro do Pacheco e Morro São Bento

13h – Campo Grande

Quarta-feira

8h – Paquetá, Vila Nova, Centro e Jardim Castelo

13h – Marapé e Gonzaga (zona comercial)

Quinta-feira

8h – Rádio Clube, Vila São Jorge, Chico de Paula, Jabaquara e Vila Telma

13h – Pompéia, José Menino e Gonzaga (zonas comercial e residencial)

Sexta-feira

8h – Vila Mathias, Areia Branca e Gonzaga (zona comercial)

13h – Embaré e Aparecida

Sábado

8h – Caneleira, Saboó e Encruzilhada

13h – Morro da Nova Cintra, Macuco, Ponta da Praia e Gonzaga (zona comercial)

 

Fonte: g1.globo.com

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