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Administração

Custos do condomínio

É importante saber como se compõem os gastos

quinta-feira, 29 de março de 2018

Taxa de condomínio: uma luta mensal

Os ca­mi­nhos pa­ra um con­do­mí­nio que te­nha con­sci­ên­cia eco­ló­gi­ca

E quan­do o cus­to é su­pe­ri­or à in­fla­ção, o que fa­zer? Se­ma­nal­men­te se di­vul­ga um in­di­ca­dor de in­fla­ção, IGP-M, IP­CA, IP­CA-15, IPC, IGPD-I, en­tre ou­tros, no en­tan­to, a re­a­li­da­de do con­su­mi­dor na fei­ra, no su­per­mer­ca­do ou nas lo­jas é dis­tan­te, os pre­ços so­bem mais que os ín­di­ces di­vul­ga­dos. Eco­no­mi­ca­men­te, ex­pli­ca-se sem­pre que de­ve ao fa­to dos in­di­ca­do­res me­di­rem mé­di­as de ajus­te de pre­ços.

Nos con­do­mí­nios, os cus­tos tam­bém se­guem es­sa li­nha. O mo­ra­dor fi­ca es­pan­ta­do, mui­tas ve­zes faz con­tas, bus­ca ex­pli­ca­ção. Por que a ta­xa so­be mais que a in­fla­ção, o IGP-M (que tam­bém é mui­to uti­li­za­do pa­ra alu­gueis). Os fa­to­res que mais pe­sa­ram fo­ram as ta­ri­fas pú­bli­cas, con­tro­la­das pe­lo go­ver­no, mas o sín­di­co, o ges­tor do con­do­mí­nio, po­de ser efi­ci­en­te em ou­tras áre­as, pa­ra mi­ni­mi­zar o im­pac­to na ta­xa no fi­nal do mês.

O mo­ra­dor de pré­dio sem­pre des­con­fia dos cus­tos apre­sen­ta­dos na fa­tu­ra do con­do­mí­nio. Es­se des­con­ten­ta­men­to não po­de vi­rar des­con­fi­an­ça. O ges­tor do pré­dio pre­ci­sa ser tran­spa­ren­te, sa­ber le­var a to­dos – ou pe­lo me­nos ao con­se­lho de mo­ra­do­res – ca­da de­ta­lhe, or­ça­men­tos e op­ções, an­tes de to­mar de­ci­sões.

Os gru­pos de men­sa­gens, ho­je co­mum nos pré­di­os, são ou­tra fon­te de es­cla­re­ci­men­to, mas é um de­ba­te, quan­do mui­to am­plo a to­dos mo­ra­do­res, im­pro­du­ti­vo, pois a re­to­ma­da cons­tan­te, por exem­plo, de te­mas que pre­ci­sam de as­sem­bleia ou re­cur­sos que o pré­dio não dis­po­ni­bi­li­za, alon­ga con­ver­sas e crí­ti­cas ao ges­tor.

Vol­tan­do a ques­tão dos ín­di­ces de va­ri­a­ção de pre­ço, o IGP-M fe­chou 2017 em de­fla­ção de 0,52%. Pre­ços con­tro­la­dos pe­lo po­der pú­bli­co, com ener­gia, gás e água, além de sa­lá­ri­os e cus­tos ope­ra­ci­o­nais (ma­nu­ten­ção, con­ser­va­ção e lim­pe­za), su­bi­ram bem aci­ma des­ta re­a­li­da­de. Em mé­dia, nos de­mais in­di­ca­do­res, o re­a­jus­te mé­dio foi aci­ma de 3% – sen­do que al­guns ser­vi­ços su­bi­ram aci­ma de 10%.

É fa­to que ca­da pré­dio tem um mo­de­lo de ges­tão e uma re­a­li­da­de, por con­ta de equi­pa­men­tos pis­ci­na, jar­dim, nú­me­ro de co­la­bo­ra­do­res, nú­me­ro de uni­da­des no pré­dio, ina­dim­plên­cia e ter­cei­ros, en­tre ou­tros.

Mas, mo­ra­dor re­cla­man­do da al­ta dos va­lo­res da ta­xa, em to­do lu­gar é igual. O pi­or é que, na mai­or par­te dos ca­sos, são au­men­tos in­con­tro­lá­veis – co­mo ser­vi­ços pú­bli­cos (que re­pre­sen­ta cer­ca de 11% dos gas­tos) e dis­sí­di­os tra­ba­lhis­tas. Quan­do mui­to, po­de-se tro­car pres­ta­do­res de ser­vi­ço e bus­car mais em con­ta, mas sem­pre per­den­do em qua­li­da­de.

O pri­mei­ro pon­to a se pre­o­cu­par em ges­tão de con­do­mí­nio, nes­te am­bi­en­te de in­fla­ção bai­xa ver­sus cus­tos em al­ta, é ado­tar uma po­lí­ti­ca de tran­spa­rên­cia. Jo­gar aber­to e apre­sen­tar de­ta­lhes da ges­tão, pa­ra que per­ce­bem ao es­for­ço de eco­no­mi­zar e co­la­bo­rem nas po­lí­ti­cas in­ter­nas de eco­no­mia, prin­ci­pal­men­te, nos ser­vi­ços co­le­ti­vos.

Ali­ás, es­tas po­lí­ti­cas in­ter­nas po­dem ser ado­ta­das fre­quen­te­men­te, al­guns cha­mam de cam­pa­nhas, e en­vol­ver mo­ra­do­res, di­vi­di­dos em co­mi­tês, tra­tan­do de re­du­ção de cus­tos, bus­ca de re­cei­tas, con­sci­en­ti­za­ção dos mo­ra­do­res, en­tre ou­tros te­mas in­ter­nos.

So­bre re­du­ção de cus­tos, o ca­mi­nho me­nos do­lo­ro­so é cor­tar des­per­dí­cio. Tra­çar, em um mo­de­lo de ges­tão par­ti­ci­pa­ti­va, uma me­ta de re­du­ção de 10% a 20% nos cus­tos de água e ener­gia.

São me­to­do­lo­gi­as efi­ci­en­tes, com pre­mia­ção pa­ra al­can­çar ca­da me­ta ou pu­ni­ção, sem­pre acer­ta­da pre­vi­a­men­te com os par­ti­ci­pan­tes e en­vol­ven­do itens e ser­vi­ços do pró­prio con­do­mí­nio. Além de ini­bir a cul­tu­ra do des­per­dí­cio, se in­te­gra­rá mais os en­vol­vi­dos e no­vas e in­te­res­san­tes idei­as se­rão co­le­ta­das, mui­tas de­las, se apli­ca­das com su­ces­so, re­pas­sa­das a ou­tros gru­pos.

Nes­tas ações e cam­pa­nhas do con­do­mí­nio, a con­sci­en­ti­za­ção so­bre uso de des­car­gas, ba­nhos lon­gos, la­va­gem de cal­ça­das, lâm­pa­das li­ga­das du­ran­te o dia e o tem­po to­do. Os ca­mi­nhos pa­ra um con­do­mí­nio que te­nha con­sci­ên­cia eco­ló­gi­ca e edu­ca­ção fi­nan­cei­ra es­tão co­lo­ca­dos, bas­ta co­me­çar.

(Síl­vio Cou­ti­nho, con­ta­dor, com es­pe­cia­li­za­ção em ges­tão de con­do­mí­nio, e di­re­tor da Lukro De­sen­vol­vi­men­to Con­tá­bil – www.lukro­con­ta­bi­li­da­de.com.br)

Fonte: www.dm.com.br

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