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Segurança

Drogas em condomínio

Box de morador na garagem era usado como depósito

sexta-feira, 14 de junho de 2019
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Polícia Civil prende traficante de luxo em condomínio fechado Vale do Sereno

A família alugou automóvel para jovem trabalhar com aplicativo, mas ele usava o box privativo do apartamento na garagem para vender droga no atacado

Uma investigação, iniciada no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, levou investigadores da Polícia Civil até prédio de luxo na Alameda do Ingá, no Vale do Sereno, em Nova Lima, onde traficantes comercializavam drogas na garagem do prédio. A venda de maconha e haxixe era feita por um morador do condomínio Guilherme Coelho de Souza, de 26 anos, que se valia do esquema de segurança para agir sem levantar suspeitas da prática ilícita. 

"Ele juntava a comodidade com o lucro. Guilherme era o elo do aglomerado com usuários de mais alto padrão aquisitivo. Usuários, muitas vezes, têm medo de ir aos aglomerados, nas bocas de fumo, para adquirir droga e Guilherme conseguia fazer esse elo", informou o sub-inspetor 1ª Delegacia do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) Gabriel Bacellete. 

A Polícia Civil apreendeu 25 quilos de maconha, considerada de alta qualidade, no box que fica na garagem para que os moradores guardem diversos pertences. A polícia também apreendeu uma máquina de cartão, que indicava que a comercialização não era feita apenas com dinheiro vivo. Por ser de alto luxo, o condomínio oferece boxes individuais para cada morador. De acordo com a polícia, o box funcionava como uma espécie de um cofre.

Guilherme atuava com a ajuda de Gabriel de Freitas Vieira Landim, de 22 anos. Os dois foram presos e a polícia investiga outros envolvidos no esquema. Na casa de Gabriel, no bairro Santo André, a polícia apreendeu 700 gramas de haxixe.

Guilherme liberava a entrada de usuários de drogas e outros traficantes que frequentavam o condomínio para buscar a droga. "Por ser morador, ele possui o controle da garagem. Quando chegava algum carro, cuja venda de droga já havia sido esquematizada por Whatsapp, entrava pela garagem e ficava de frente para o box, onde ficava a droga", informou o sub-inspetor.  De família de alto poder aquisitivo, o jovem buscava a droga no aglomerado para vender em um "local seguro", que era o condomínio no Vale do Sereno. 

De acordo com os investigadores, nem a família de Guilherme, tampouco moradores e o porteiro desconfiavam do envolvimento do jovem na comercialização de droga. "Imagina você chegar com seu filho, sua família, e deparar-se com uma transação de droga. Será que o traficante deixaria você ir embora para casa? Será que o traficante não temeria por uma delação?", questionou o sub-inspetor. 

Fonte: www.em.com.br

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