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Ambiente

Energia positiva

Conheça o prédio que gera a energia necessária para o seu funcionamento

Publicado em: quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Edifício no Rio de Janeiro produz sua própria energia

Localizado no centro da cidade, o RB12 é o primeiro edifício corporativo do Brasil a gerar toda a energia necessária para o seu funcionamento

A cidade do Rio de Janeiro é conhecida pela sua aura positiva – aplausos para o pôr-do-sol no Arpoador, surfistas em Grumari, finais de tarde à beira mar. Portanto, não é de se admirar que o primeiro edifício corporativo com energia positiva do Brasil seja um legítimo carioca.

Idealizado pelo escritório de arquitetura franco-brasileiro Triptyque, o prédio localiza-se no número 12 da Avenida Rio Branco, daí o nome RB12, e alinha-se ao conceito do maior projeto de revitalização urbana em andamento no Brasil, o Porto Maravilha – operação que vem recuperando e mudando a cara da região portuária do Rio.

Para alcançar esse padrão de sustentabilidade, o edifício de 21 andares passou por um processo de green-retrofit, que envolve uma série de adaptações e melhorias, atendendo assim a diversos requisitos ambientais relacionados ao conforto térmico, a gestão do consumo de água e ao aproveitamento da luz natural.

Dentre as principais soluções arquitetônicas está a fachada bioclimática, composta por um jogo de vidros em zigue-zague. Além disso, o RB12 é o primeiro edifício comercial do Brasil a usar painéis fotovoltaicos, capazes de converter a luz solar em energia elétrica para consumo próprio.

Conheça as principais estratégias ambientais que permitem ao edifício atingir níveis superiores de conforto, sempre mantendo um baixo consumo de energia:

Resfriamento

A temperatura interna é controlada por meio da combinação de vigas frias e ventilação natural, permitindo maior qualidade do conforto térmico e acústico. O paisagismo suspenso nos terraços também auxilia no controle térmico.

Água

Além do uso de torneiras e vasos sanitários de baixo consumo, o edifício possui sistema de captação de águas cinzas. Após tratada, a água é reutilizada para a irrigação dos jardins, eliminando o consumo de água potável para tais atividades.

Iluminação natural

Um cuidadoso desenho da fachada otimizou o uso da iluminação natural. O sistema também utiliza vidros que permitem diferentes níveis de incidência de luz. Já as fachadas receberam brises, dispositivo arquitetônico capaz de impedir a incidência solar direta no interior de um edifício, de dimensões diversas e instalados em posições variadas.

Energia

Possui baixo consumo energético e painéis fotovoltaicos que permitem a produção de energia elétrica. O prédio também pontos para a instalação de células de hidrogênio que permitirá a transformação do gás de rua em eletricidade.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/

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