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Manutenção

Esgoto em condomínio

Após um ano, problema segue acontecendo, no RS

terça-feira, 10 de abril de 2018

Quase um ano depois, moradores de condomínio invadido por esgoto no RS reclamam que problema continua

Apartamentos são do Minha Casa Minha Vida, em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. Moradores fizeram desvios nos encanamentos como medida de emergência.

Em julho do ano passado, o Jornal do Almoço, da RBS TV, mostrou a situação de moradores de um condomínio do Minha Casa Minha Vida, que tiveram seus apartamentos invadidos por esgoto. Quase um ano depois, o problema continua. Como medida de emergência, os próprios residentes fizeram desvios no encanamento para evitar as inundações.

O esgoto já atingiu 60 apartamentos do térreo. Na casa da Ana Paula Souza dos Santos, foram tantos vazamentos que o piso está todo solto e quebrando.

"Invadiu tudo, quarto, sala, era só o trabalho de limpar. A pessoa dava a descarga lá em cima. Quando a pessoa dava descarga, a caixa de gordura enchia e transbordava tudo", lamenta.

"A gente mora aqui porque não tem outro lugar pra morar, né? Porque a gente vive com esgoto a céu aberto, a gente está sujeito a bicho. No meu apartamento tem rato, tem barata", completa.

A dona de casa Nilza Souza dos Santos conta que a filha dela, que tem dois filhos, teve de abandonar o local. "Isso aqui era só fezes, fezes por tudo. Eu pegava uma sacola e ia desenturpir, não tinha o que fazer, desetunpia e vinha tudo de novo para o apartamento. O que ela fez? Pegou e saiu", relata.

Os prédios foram construídos há cinco anos, e há três o esgoto invade os apartamentos. No condomínio moram 970 pessoas.

De vez em quando, um caminhão limpa-fossa retira o esgoto, mas os moradores dizem que não é suficiente. Em alguns apartamentos, o improviso dos canos desviados não funciona mais, e até o vaso sanitário teve que ser elevado para não transbordar.

A solução para o problema está ao lado do condomínio. Porém, a estação de tratamento está parada, com o mato tomando conta. Funcionou por pouco mais de um ano.

"Em 2012 eles liberaram o habite-se, desde então a estação trabalhou algum tempo e depois do ofício que nos mandaram pararam de fazer o tratamento. Eles não informam nada, eles fazem as reuniões deles, não me chamam para nada, não me dão uma satisfação do que vão fazer", reclama o síndico Adriano Luiz Bolsoni.

Desde o ano passado, o Ministério Público tenta uma solução com a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha, a Corsan e a construtora Conterra. O projeto para a estação voltar a funcionar foi entregue esta semana pela Corsan. A obra deve custar R$ 920 mil.

"A ideia agora é mostrar para os envolvidos o projeto, e a gente agendar uma nova reunião para que a gente consiga sentar e, enfim, resolver quem vai ficar responsável pelo que. A gente tem opções de dividir esse custo, tem opções de dividir a mão-de-obra pelos investigados, os materiais por alguns dos investigados, então vamos sentar e decidir se conseguimos resolver isso de uma forma extrajudicial ou se vai ser necessário judicializar essa questão", dix a promotora Graziela Veleda.

"É um absurdo, né? Um descaso com a população", desabafa a subsíndica Inês Maria Cappelari.

A Corsan informou que a Estação de Tratamento está sem operar porque o sistema de esgoto local não foi executado de acordo com o projeto, impossibilitando o recebimento da obra. Mas a empresa que executou a obra disse algo diferente: que fez as obras conforme o projeto elaborado pela Caixa Econômica Federal, e que a Corsan entregou à Conterra o termo de recebimento da obra da estação de tratamento.

A Caixa Econômica Federal esclareceu que não elabora projetos e que o projeto da Estação de Tratamento foi elaborado e encaminhado pela empresa Conterra para a Corsan, que teria aprovado o projeto, e que, na época, a prefeitura assumiu a responsabilidade pela aprovação do projeto, operação e manutenção da estação.

Já a Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha informou que contratou caminhões limpa-fossa para amenizar a situação. Acionou, então, o Ministério Público, na tentativa de responsabilizar a Caixa e a empresa, para que providências fossem tomadas.

Fonte: g1.globo.com/

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