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Administração

Gestão de condomínio

A principal dificuldade é a falta de conhecimento dos gestores

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Em busca da melhor gestão

Rodrigo Guilhon é presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Ceará 

“Uma assessoria voltada para melhorar a gestão nos condomínios. Ou seja, um instrumento de trabalho do síndico”.

Esta é a definição do papel de uma administradora de condomínios, segundo Rodrigo Guilhon, presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Ceará (Adconce).

Na entrevista a seguir, o empresário de 40 anos apresenta detalhes sobre a associação e desenha um panorama geral do setor de administração de condomínios, elencando principais potenciais e gargalos.

A conversa se baseia no trabalho desenvolvido na Adconce e na experiência de 22 anos enquanto sócio-fundador do Viper Serviços, grupo que, para além da administração de condomínios, atua com locação de mão de obra, segurança armada e desarmada.

Hoje, a empresa cobre seis municípios (Fortaleza, Aquiraz, Sobral, Maracanaú, Caucaia e Eusébio), a partir dos quais preenche uma cartela de 254 clientes, com mais 1.600 colaboradores.

Rodrigo ainda explica como a função do síndico externo/profissional vem ganhando espaço em todo o País, em detrimento do síndico morador, que tem preferido evitar se envolver em contendas no local onde vive.

 - Qual o principal objetivo da Adconce e qual a sua dimensão atualmente?

Rodrigo Guilhon - A Adconce nasceu em 2014, com a união de alguns empresários mais ativos do setor (de administração de condomínios) e nosso principal objetivo é dar maior valorização e qualificação ao mercado.

A associação conta hoje com 35 empresas associadas, entre empresas efetivas e membros contribuintes (condomínios) e essas empresas têm como clientes mais de 1.700 condomínios.

A Adconce é uma associação de administradoras e condomínios, mas também engloba empresas terceirizadoras, empresas de apoio ao condomínio, escritório de cobrança, empresa de manutenção em geral.

Enfim, tem um amplo alcance. Este tipo de associação existe há muito tempo em São Paulo, Rio de Janeiro e estávamos precisando de uma instituição como esta no Ceará.

- Como o senhor avalia a administração de condomínios no Estado? É um setor que vem crescendo? 

Rodrigo - Este é realmente um mercado em franca expansão e que ainda tem muito a crescer. Não podemos também dizer que não sentimos a crise, que não tivemos dificuldades, mas temos que ser otimistas.

O ponto positivo foi que tivemos de encontrar novas saídas, ser criativos e inovar. Principalmente ao utilizar a tecnologia para oferecer serviços mais otimizados e reduzir nosso custo com mão de obra, despesas fixas…

Não temos dúvidas que estamos nos reinventando sempre. E isto ocorre não só no mercado cearense, como em todo o Brasil.

- Ter um síndico em um condomínio é obrigatório. Uma administradora faz por R$ 1 mil a R$ 1,5 mil, se for um condomínio de pequeno ou médio porte, esse valor pode se pagar facilmente.

Só pelo fato de você esquecer de declarar uma informação fiscal, por mês, você paga uma multa para a União de R$ 500. Isso sem contar as inúmeras obrigações que o síndico tem.

- Como o serviço oferecido pelas administradoras é pago pelos condomínios?

Rodrigo - O valor destinado à administradora é uma despesa ordinária do condomínio, que é paga mensalmente.

Não é uma despesa obrigatória, mas é fundamental para uma boa gestão do prédio.

Uma administradora com credibilidade no mercado tem capacidade de oferecer uma estrutura profissional que dá mais qualidade ao trabalho do síndico.

Ela tem que ter setores contábeis, assessoria jurídica, uma boa cobrança, setor de compras, gestão de pessoal, independente de ser mão de obra própria ou terceirizada. São conhecimentos praticamente impossíveis para um cidadão comum, que tem seu emprego (além de exercer a função de síndico).

- De que forma a Adconce vem promovendo uma boa gestão nos condomínios?

Rodrigo - A gente realizou este ano uma comenda inédita no Ceará, chamada Prêmio Condomínios, que reconhece os melhores e mais bem administrados condomínios do Estado.

Esta ideia surgiu tanto para estimular as administradoras, quanto síndicos, que deram o seu melhor na gestão de condomínios.

Além do evento, a Adconce também está formatando um curso de capacitação para síndicos, com carga horária de pelo menos 42 horas.

A priori, serão 35 vagas para o curso que começa em fevereiro, com seis matérias: área trabalhista, tributária, sustentabilidade, segurança, manutenção e gestão.

O valor vai ser de aproximadamente R$ 600, mas todos os palestrantes serão professores com graduação em suas áreas.

- A procura pelo síndico profissional está crescendo em detrimento do síndico morador, no Ceará?

Rodrigo - Sim. O síndico não é uma profissão, mas uma função estabelecida no Código Civil. E, desde 2004, viu-se a possibilidade de ter o síndico externo.

A procura pelo síndico profissional cresceu muito nos últimos três anos e continua crescendo bastante, não só no Ceará, mas em outros estados também.

A função está em franco crescimento, tanto por falta de tempo das pessoas, quanto pelo desconforto de morar no ambiente e ter um desentendimento com um vizinho.

É muito complexo. E, embora não exista nenhuma capacitação formal, ainda tem que ter um pouco de conhecimento de legislação, manutenção.

- Quanto, em média, um síndico ganha hoje e quais os principais gargalos para uma melhor gestão de condomínios no Ceará?

Rodrigo - A grande maioria dos síndicos hoje se atém principalmente à isenção de sua cota condominial. Isso é o mais praticado no mercado.

Porém, condomínios grandes, mais complexos, com muitas unidades, torres, se cria uma remuneração - que não é salário - para além da isenção da cota do condomínio. Porque senão ninguém quer se candidatar (a ser síndico).

Esta cota vai variar muito de acordo com o tamanho do condomínio. Acho que a principal dificuldade que temos hoje é a falta de conhecimento dos gestores, o que dificulta a gestão de um condomínio.

O síndico acaba sendo, muitas vezes, uma dona de casa ou aposentado que quer fazer a gestão do condomínio como se fosse a casa deles. 

A administradora, na verdade, é um instrumento de trabalho do síndico; é uma assessoria do síndico e do condomínio. Porém, a decisão final é sempre do síndico, com o apoio do conselho fiscal.

São deles as responsabilidades legais. É muito importante a contratação de uma administradora porque ela é o braço direito do síndico. Se você contrata uma 

Fonte: https://mobile.opovo.com.br/

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