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Segurança

Inquilinos x síndica

Impasse em prédio comercial de Campo Grande

segunda-feira, 22 de abril de 2019
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Administradora diz que despejo na rodoviária velha foi “questão de segurança”

Casal que mantém sapataria no local foi retirado de sala que havia sido ocupada indevidamente e feria acordo com o Corpo de Bombeiros, alega síndica

A retirada de materiais de uma sala na rodoviária velha de Campo Grande, realizada na quarta-feira (17) e que gerou polêmica com direito a registros policiais, ocorreu por conta de violações ao projeto de incêndio e pânico reivindicado junto ao Corpo de Bombeiros.

A afirmação partiu de Rosane Mely de Lima, atual administradora e síndica do antigo Centro Comercial Heitor Laburu, segundo quem a presença dos materiais na sala representavam risco para os demais condôminos e poderiam resultar na interdição de todo o prédio.

Os materiais removidos pertencem a Jamalci Leite Campero, 79, e Elza Ichi, 65, responsáveis por uma sapataria no prédio pela qual pagam aluguel. Contudo, os itens estavam estocados em outra sala, a qual o casal afirmava ter autorização do síndico anterior para utilizar – mas que o proprietário havia requisitado.

“Eu não despejei ninguém do local de trabalho deles. Eles continuam no lugar de sempre. O que ocorreu foi que temos um projeto de incêndio e pânico e, para conseguir o alvará, temos de cumprir à risco o que o Corpo de Bombeiros pede”, afirmou Rosane, segundo quem a falta do documento impede, por exemplo, o uso de espaços que sediavam salas de cinema no primeiro andar.

“E uma das exigências foi que todas as salas desocupadas estejam sem nada dentro. Não pode ter móveis, papel, nada. Me comprometi com os bombeiros em tomar providências e chamar os proprietários, falando com eles para tirarem os objetos”.

Impasse 

A administradora disse ter procurado o casal de idosos, que alegam terem aval do síndico anterior para usar uma sala da qual não eram locatários. “Estou em meu terceiro mandato e não tenho conhecimento disso. Mas, quando soube da ocupação comecei a conversar, pedindo que retirassem.

Na última sexta-feira disseram que não iam tirar nada”, prosseguiu Rosane, afirmando ter testemunhas sobre as tentativas frustradas de negociação.

“Fui eleita para resolver toda a situação do prédio e uma das minhas preocupações era a dos bombeiros”, declarou a administradora, apontando que o casal segue trabalhando normalmente na sala a qual alugam.

Da outra, afirma foi retirada “uma montanha de lixo, latinhas, papelão, muita coisa inflamável”. Na quarta-feira, a reportagem flagrou no local a retirada de vários itens, incluindo mobília.

A síndica ainda contesta o fato de que outros condôminos apoiavam a ocupação da sala. “Deveriam falar com outros locatários. Além disso, defendemos o direito dos proprietários, já que o locatário hoje está aqui e amanhã pode sair”, afirmou.

Segundo ela, o dono do local a autorizou a tomar as providências necessárias para a desocupação – e de acordo com a síndica, não há sentenças judiciais confirmando a perda da propriedade do imóvel em definitivo.

Em meio à discussão, tanto os idosos como a administradora registraram queixas na Polícia Civil. “Agora vou esperar o que vai acontecer, mas espero que isso sirva de exemplo”, disse Rosane, afirmando não ter feito nada errado. “Antes de chegar à atitude extrema fiz várias tentativas de resolver da melhor forma possível, mas não quiseram. Não vou prejudicar mais de 50 comércios que temos funcionando por causa de uma pessoa. O prédio poderia ser fechado a qualquer momento por conta de uma sala cheia de lixo”, afirmou ela, ao destacar que a Saúde Pública também foi notificada sobre a situação.

 

Fonte: www.campograndenews.com.br

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