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Mais edifícios

Capital de Roraima aponta crescimento urbano

quarta-feira, 7 de agosto de 2019
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Crescimento urbano aponta mais de 200 registros de edifícios verticiais

Empresários investem em construções de edifícios que apontam mudanças no cenário urbano em todas as áreas da cidade

O cenário urbano da capital de Roraima, Boa Vista, tem registrado diferentes mudanças devido ao crescimento populacional. Empresários que enxergam alternativas para esse crescimento passaram a investir em construções de edifícios, os também chamados pavimentos verticais. Conforme dados do município, já existem cerca de 209 imóveis verticais acima de três andares registrados juntos à Prefeitura de Boa Vista.

De acordo com a Diretora do Departamento de Cadastro Imobiliário, Aline Silvano Lopes, os números apontam o interesse da população em residir na capital. Ao total, são cerca de 109.528 áreas cadastradas, sendo que de imóveis construídos são 66.753 contra 1.260 vazios.

“Existe cerca de 20% de áreas que não estão cadastradas junto ao município porque são resultantes de ocupação irregular, o que gera um problema porque ou são terras do governo estadual ou áreas privadas. Quem possui interesse em investir em construções é importante estar de acordo com as normas da prefeitura e ver se o bem está em situação regular, senão serão inclusos em casos de estelionatos.”, explicou.

Conselheiro de Arquitetura avalia empreendedorismo vertical na capital 

Já sobre o empreendedorismo que busca o crescimento vertical da cidade, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Roraima (Cau), Jorge Romano, disse que os empresários devem estar atentos à apresentação do projeto junto ao Cau e ao Conselho Regional Engenharia e Agronomia de Roraima, o Crea. “Projetos de paisagismo e arquitetura estão vinculados ao Caue somente após aprovação das etapas com a Prefeitura. São analisados todos os procedimentos que tornam a obra apta para execução de um projeto seguro”, explicou.

Jorge Romano também avaliou a construção das obras de pavimento vertical para o estado em meio à crise. “A verticalização é um processo inevitável nos grandes centros, pois quanto mais espalhada a cidade, mais caros ficam os serviços públicos, e para melhorar a oferta de serviços, se busca a concentração da população nas áreas onde já tem infraestrutura. E esse processo já está chegando em Boa Vista e é irreversível. 

Para Romano, os investimentos que contemplam todas as classes financeiras são vistos como positivos.

“O popular possui uma linha de financiamento diferente. É possível fazer o pagamento de prestações reavaliadas a cada cinco anos se não ocorrerem inadimplências. Já os maiores são de categoria privilegiada e existe concentração de renda para alguns, e são essas pessoas que as grandes obras de luxo dedicam seus investimentos estruturais”.

A construção das Torres do Jóquei, um edifício vertical após o Varandas do Rio Branco, é um dos investimentos de um grupo imobiliário em Boa Vista. A responsável é a URB Desenvolvimento Imobiliário, empresa que desenvolve, incorpora e faz a gestão de empreendimentos por todo o país. A previsão é que o começo das obras ocorra em até quatro meses e sejam concluídas em primeira fase em um prazo de 36 meses.

De acordo com o Sócio Administrador da empresa URB, Fábio Folco, a decisão em investir em Roraima partiu da experiência em mais de 50 projetos que já deram certo no Brasil. 

“Somos um grupo empresarial focado na estruturação de operações financeiras. Para a 1ª fase do projeto serão quatro torres de 18 pavimentos, totalizando 576 apartamentos, de 48m² a 70m². Os empreendimentos vão gerar grande impacto para a cidade, como o incremento na economia local em mais de 50 milhões de reais pelos próximos 48 meses”, disse.

Folco ainda disse que serão cerca de 300 empregos diretos e 900 empregos indiretos para Boa Vista. “Dia 8 ocorrerá o lançamento da planta. Será a melhor utilização da infraestrutura urbana existente que também poderá trazer o desenvolvimento das empresas locais e atração de outras novas para a capital. O empreendimento será financiado por um banco de 1ª linha, preferencialmente a Caixa Econômica Federal. Estamos em tratativas finais e informaremos a todos assim que o banco for contratado, com todas as garantias e seguros necessários para esta operação”, concluiu.

Fonte: https://folhabv.com.br

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