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Marcio Rachkorsky

Mordomias tipicamente brasileiras

Serviços que só existem por aqui acabam encarecendo o condomínio

Por Marcio Rachkorsky*

Nos últimos três anos, o valor do condomínio subiu mais de 30% na maioria dos prédios, com índices bem acima da inflação. Os aumentos foram impulsionados pelos dissídios coletivos dos funcionários e reajustes contratuais.

Muitos moradores reclamam dos valores e culpam, injustamente, síndicos e administradores. Em alguns casos, de fato, faltam gestão e transparência na prestação de contas.
 
Ocorre que nos acostumamos a algumas comodidades e pequenas mordomias que praticamente só existem no Brasil. Elas explicam, em parte, as altas despesas condominiais.
 
Em outros países, os moradores acondicionam o lixo e levam para recipientes coletivos. Aqui, ensacamos nosso lixo e esperamos que o faxineiro o recolha, andar por andar, numa operação que mobiliza, nos condomínios grandes, um batalhão.
 
Lá fora, os moradores são responsáveis por abrir o portão ou acionar o porteiro eletrônico. Aqui, temos uma portaria 24 horas e ficamos irados se o porteiro demora a agir.
 
No exterior, os moradores de cada andar são responsáveis pela limpeza de seu hall e escadaria. No Brasil, reclamamos quando a faxina demora e esses locais ficam imundos.
 
Noutros países, os moradores aproveitam as habilidades de cada vizinho e fazem uma autogestão administrativa e operacional. Aqui, as administradoras de condomínios executam todas as tarefas e para cada item de manutenção existe uma empresa contratada.
 
É uma questão cultural e os moradores de grandes condomínios exigem cada vez mais comodidade, segurança e excelência nos serviços, o que custa caro e requer investimentos constantes.
 
Desta forma, os condomínios geram milhares de novos empregos diretos e oportunidade para o crescimento de centenas de empresas de prestação de serviços.
 
Ao chegarmos em casa, queremos descansar em paz, com o condomínio todo funcionando. E desejamos também pagar um condomínio justo, que não pese tanto no orçamento mensal.
 
O primeiro passo para entender essa equação é participar das assembleias e cooperar de verdade com o síndico, com ideias, críticas e sugestões.
 
(*) Advogado, graduado pela PUC-SP, pós-graduado em direito contratual pelo CEUSP, especialista em condomínios, comentarista da Rádio CBN - Programa “Condomínio Legal”, membro da equipe “Chame o Síndico” do Fantástico da Rede Globo, autor do áudio-livro “Tudo Que Você Precisa Ouvir Sobre Condomínios” – Editora Saraiva, membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-SP; membro do Comitê Jurídico da AABIC (Associação das Administradoras de Bens, Imóveis e Condomínios de São Paulo), Presidente da Assosíndicos – Associação dos Síndicos do Estado de São Paulo, Coordenador do curso “Temas Jurídicos Aplicados aos Condomínios”,  da Escola Superior de Direito Constitucional;  colunista do jornal Carta Forense; colaborador e colunista do Jornal do Síndico; colunista da revista “Em Condomínios”; Colaborador do Caderno de Imóveis da Folha de São Paulo; colunista do “Guia Qual Imóvel”,  Palestrante e Conferencista.

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