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Segurança

Pós explosão

Vizinhos do Filé Carioca se preocupam com água parada

Publicado em: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

 Vizinhos de prédio no RJ onde houve explosão reclamam de mosquitos

Nos escombros do restaurante Filé Carioca uma poça de água se formou.
 
Pouco mais de dois meses após a explosão no restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, moradores de prédios vizinhos reclamam da água parada nos escombros do local, que provoca mau cheiro e atrai mosquitos.
 
A explosão, no dia 13 de outubro, deixou quatro mortos e 16 feridos.
 
No prédio número 7 da Rua Pedro I, as janelas dão para os fundos do Edifício Riqueza, onde ficava o restaurante, e tanto moradores como funcionários de empresas no prédio reclamam que, depois da explosão, as obras estão paradas e os mosquitos proliferam numa poça de água parada que se formou nos escombros.
 
Na portaria, a raquete mata-mosquitos é acessório fundamental para o porteiro José Jacob Sobrinho, que trabalha no local há dois anos.
 
"Trabalho das 19h às 7h e a noite inteira fico matando mosquitos com a raquete, além de usar inseticidas", disse ele, explicando que antes da explosão no Filé Carioca isso não acontecia.
 
A Secretaria municipal de Saúde informou por sua assessoria que em prédios e obras comerciais a responsabilidade pelos possíveis focos de mosquitos é dos proprietários e dos responsáveis pelas obras. A secretaria informou ainda que mandará uma equipe ao local para uma vistoria e orientar os responsáveis pela obra. Leia a íntegra da nota no final desta reportagem.
 
No Edifício Riqueza, tapumes cobrem a área onde houve a explosão e o porteiro, que não quis se identificar, disse que o prédio está vazio e que o síndico não daria informações.
 
Angélica Moscoso, assistente de administração de uma firma de prestação de servicos que fica no quarto andar do prédio, contou que, desde a explosão, a obra no Edifício Riqueza está parada e a água acumula no térreo. Segundo falou, na semana passada tinha muita água empoçada e era grande o mau cheiro.
 
"Passou a ter muito mosquito depois da explosão. A gente fica com medo da dengue", disse ela.
 
Um morador que não quis se identificar disse que a situação dos mosquitos é similar a uma infestação.
"Nunca teve disso por aqui. Começou depois da explosão e agora está demais. Quem trabalha no prédio tem mais sorte, pois vai embora às 18h e fica menos tempo exposto aos mosquitos. Já o morador tem que aguentar isso 24 horas por dia", contou.
 

Condôminos se reunirão

Dois meses após a explosão, os proprietários das salas comerciais do prédio querem saber como está o andamento das obras e quando poderão voltar às suas salas. Eles se reúnem na sexta-feira (16) para discutir o assunto.
 
A Escola de Papai Noel do Brasil foi uma das empresas prejudicadas. Ela funcionava no prédio desde sua criação, em 1993. Limachem Cherem, fundador e diretor da escola, vem amargando   prejuízo pois é no fim de ano que a escola tem maior movimento.
 
“Meu carro é agora meu escritório ambulante, cheio de papéis e roupas de Papai Noel. Sou obrigado a atender os Bons Velhinhos nos shoppings. Essa situação não pode ficar eternamente indefinida", explicou Cherem, que faz parte da diretoria da Associação Cultural e Comercial da Praça Tiradentes.
 

Nota da secretaria na íntegra

"A Secretaria Municipal Saúde e Defesa Civil (SMSDC) realiza ações de combate à dengue no município de forma permanente, com inspeção dos agentes de saúde, mutirões e ações educativas. Além do trabalho residencial de rotina, há inspeções com intervalos mais curtos entre as vistorias em pontos considerados estratégicos, como terrenos baldios, canteiros de obras públicas, cemitérios, ferros-velhos etc.
 
Sobre obras privadas, existe uma portaria específica da Secretaria de Obras, baseada no Decreto 34.377, de 31 de agosto de 2011, que institui o Estado de Alerta Contra a Dengue, com medidas a serem tomadas pelas construtoras e responsáveis pelas intervenções. Desta forma, cabe aos responsáveis pelas obras fazer o monitoramento e controle das ações de prevenção contra a dengue, sob o risco de ser multado ou ter a obra embargada.
 
A secretaria informa ainda que enviará uma equipe ao local para realizar uma vistoria e orientar os responsáveis pela obra.
A população pode denunciar a presença de focos do mosquito por meio da central de atendimento da Prefeitura, no telefone 1746."
 

Dez denunciados

Em novembro, o Ministério Público denunciou dez pessoas pela  explosão ocorrida no restaurante Filé Carioca. O delegado Antonio Bonfim, da 5ª DP (Mem de Sá), responsável pelo inquérito, explicou que no entendimento do MP, os denunciadas são acusados de expor a perigo a vida e a integridade física de pessoas mediante explosão.
 
Este tipo de crime tem pena de 1 a 4 anos de prisão. No entanto, segundo o delegado, a pena pode ser multiplicada, já que houve quatro mortes.
 
No acidente ocorrido em 13 de outubro, quatro pessoas morreram, entre elas três funcionários, e 16 ficaram feridas. Segundo a polícia, a explosão no restaurante foi provocada por um vazamento de gás, mas o uso de cilindros ou botijões de gás no local era proibido.
 

Câmera registra explosão

Uma câmera de monitoramento da prefeitura registrou o exato momento da explosão. Nas imagens é possível ver algumas pessoas paradas do lado de fora do prédio e um pedestre, que passa em frente ao local, quando ocorre a explosão.
 
Câmeras de segurança instaladas no estacionamento do hotel vizinho ao Edifício Riqueza, no Centro do Rio, onde funcionava o restaurante, também registraram o acidente.

Fonte: http://g1.globo.com/

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