O seu navegador é muito antigo :-(

Dica: Troque gratuitamente para um navegador mais atual para ter uma melhor experiência no SíndicoNet ;-)

Escolha um navegador ×
Ambiente

Prédios verdes

Especialista indiano aposta Brasil como futuro líder no segmento

Publicado em: sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Brasil pode ser líder em prédios verdes

Especialista afirma que pelo menos 20% do mercado imobiliário de países em desenvolvimento precisa ter selo verde
 
Em entrevista para a Revista Exame deste mês, Prashant Kapoor, especialista em construções verdes do International Finance Corporation (IFC) – braço do Banco Mundial para financiamento privado -, falou sobre sustentabilidade nas construções e da necessidade dos países em desenvolvimento estimularem o mercado imobiliário para o desenvolvimento de prédios verdes. O indiano também falou sobre a ferramenta EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies em inglês), um selo verde que ajudou a desenvolver e que abre espaço para médias e pequenas empresas investirem em sustentabilidade.
 
Já que o nosso papel aqui é levar todo o tipo de informação relevante sobre a sustentabilidade, prédios verdes e o mercado imobiliário, resolvemos compartilhar a entrevista da Revista Exame na íntegra com vocês. Confiram abaixo:
 
1) Por que é mais urgente pensar em soluções verdes para a construção civil hoje?
 
Cerca de 30% da energia produzida é consumida pela construção civil, o que inclui a fase de construção e o consumo posterior nas casas e nos escritórios. O mundo está cada vez mais urbanizado, e os países emergentes estão vivendo um boom de construções. Se deixarmos a chance passar, será muito difícil corrigir depois.
 
2) A ideia de que a sustentabilidade custa muito mais caro ainda vigora na construção civil?
 
Sim. Há uma percepção por parte da maioria de que uma construção sustentável custa 30% mais caro, mas, segundo o World Green Building Council, entidade global responsável por disseminar práticas sustentáveis de construção, o incremento no custo oscila de 0% a 4%.
 
3) O que o IFC tem feito para auxiliar os países em desenvolvimento nessa questão?
 
Uma das estratégias é financiar brancos para que eles concedam empréstimos e invistam diretamente em construções verdes. Desde 2009, investimos 600 milhões de dólares. O mais recente aporte, de 60 milhões de dólares, foi feito numa construtora de Minas Gerais, a Canopus. Ela também foi a primeira no Brasil a conquistar um selo verde que ajudei a criar, o EDGE. A conquista da certificação está vinculada ao uso de um software que permite uma economia nas obras de até 20% no uso de materiais como água e energia.
 
4) Já existem dois selos para a construção verde no mundo, o LEED e o Acqua. De que maneira mais uma certificação melhora o cenário?
 
No mundo inteiro, essas duas certificações têm como alvo empresas de grande porte. O EDGE nasceu para provar que companhias médias e pequenas também podem construir de maneira sustentável e se beneficiar com isso.
 
5) O poder público incentivar a adoção de práticas sustentáveis na indústria da construção?
 
Os governos precisam criar os incentivos e dar o exemplo aplicando essas práticas nos próprios projetos. E o IFC tem ajudado autoridades a criar códigos de eficiência energética inteligente para suas construções.
 
6) Hoje, quais países são os melhores exemplos para edifícios verdes?
 
Na Europa, há leis que obrigam os edifícios a obter selos verdes, e isso transformou o mercado. No México, o setor financeiro tem desempenhado um papel central. Nos últimos quatro anos, 60% das hipotecas do país têm sido verdes – ou seja, seguem padrões sustentáveis.
 
7)  E o Brasil?
 
O país tem uma grande oportunidade de se tornar um dos líderes nesse setor. A construção civil deverá crescer 20% até 2020 no Brasil, e estou convicto de que a adoção de critérios de sustentabilidade será um imperativo.

Fonte: http://www.condominiosverdes.com.br/

Aviso importante:

O conteúdo exibido nesta seção é gratuito, e apresenta caráter meramente informativo. O Portal SíndicoNet não se responsabiliza pelo conteúdo, nem pelas decisões baseadas nas opiniões e recomendações contidas nesta seção. Assim, o Portal SíndicoNet se exime de qualquer responsabilidade pelos eventuais danos ou prejuízos, de qualquer natureza, que possam decorrer da utilização deste conteúdo, por qualquer meio ou processo, e para quaisquer fins. Em caso de dúvidas, é indispensável a consulta a um advogado ou especialista.
Para saber mais, acesse nosso Regulamento de Uso.

Depoimentos

próximo
Receba nossos Boletins

Mantenha-se Informado com as últimas notícias da área em seu email:

{{errorMessage}}

Assinatura efetuada com sucesso!

carregando...