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Convivência

Proibido o palavrão

Vale a pena tentar controlar o vocabulário de todo o condomínio?

Publicado em: quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

 Receita de menino-bolha

 
Todo mundo que tem hoje mais de 40 anos provavelmente se lembra de O Menino da Bolha de Plástico, de 1976. Com o então novato John Travolta, o filme, baseado em uma história real, marcou época à sua maneira, um tanto piegas, ao contar a trajetória de um garoto que nasceu com uma deficiência rara do sistema imunológico e cresceu dentro de uma bolha de plástico, protegido dos microrganismos que ameaçavam sua vida. 
 
Aos olhos de uma boa parcela dos pais contemporâneos, as ameaças hoje parecem se multiplicar em centenas de formas diferentes e eles, às vezes sem perceber, criam para seus filhos bolhas de plástico capazes de durar muitos anos. Na semana passada mesmo, o Destak publicou matéria sobre condomínios que estão multando quem fala palavrão. A motivação: proteger as crianças desses termos perigosos ditos em voz alta.
 
"Fica chato para quem mora aqui ter de ouvir palavrões ao lado dos filhos", argumentava um condômino. 
 
Fica chato ou dá trabalho? Educar um filho é, em grande parte, ajudá-lo na tarefa de travar contato com o mundo que o cerca ou, em outras palavras, intermediar a relação da criança com as descobertas. A criança vê ou ouve algo novo, faz perguntas, ouve respostas, recebe ensinamentos e assim vai se preparando para a vida adulta. Parece até simples, mas dá trabalho. Principalmente porque a realidade vai colocando diante da criança uma série de coisas com as quais os pais devem ajudá-la a lidar, diferenciando, por exemplo, o certo do errado. Mais confortável seria se nada de "ruim" estivesse pelo caminho. E ao ir removendo esses pequenos obstáculos os adultos vão criando uma bolha de plástico em que talvez eles próprios preferissem viver. 
 
Essa tendência aparece também na patrulha a certos livros. O caso mais recente envolve Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. O Conselho Nacional de Educação (CNE) chegou a recomendar que o livro fosse proibido nas escolas por conter suposto teor racista e, semana passada, concluiu o óbvio, que vale tanto para professores como para pais: é importante que se faça a "contextualização" de autores e obras, produzidas em períodos em que pouco se falava, por exemplo, de preconceito racial. Parece até simples, mas dá trabalho.
 

Fonte: http://www.destakjornal.com.br

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