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Qualificação para síndicos

Secovi-PE oferece fórum mensal para tirar as dúvidas de eleitos

Publicado em: terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

 Cartilha para síndico de primeira viagem

Mercado imobiliário aquecido mudou o perfil dos novos candidatos à função, oposto a antecessores
 
Profissional aposentado, geralmente de meia-idade, com "tempo de sobra" e conhecido por ser a figura responsável por resolver todo e qualquer problema no prédio. De preferência, rápido. Lembrou que cargo é esse? Se você pensou no síndico, acertou. Só que este perfil mudou. O mercado imobiliário aquecido se tornou um divisor de águas nesta função e surgiram novos candidatos à função.
 
O modelo atual dos síndicos de primeira viagem é o oposto dos antecessores. Eles trabalham, têm tarefas domésticas, reforçam o diálogo e seguem à risca o regimento interno. Com uma diferença: para boa parte deles, uma ajudinha de uma administradora de condomínios cai perfeitamente bem. E você, que vai assumir ou assumiu o posto recentemente, já se acostumou com a (agitada) rotina?
 
Exercer a função não é tarefa das mais fáceis. Contas a pagar, balanços fiscais, cobrança dos inadimplentes, manutenção do patrimônio comum e fiscalização do regimento interno são apenas algumas das atribuições. É preciso dominar estes itens. Segundo especialistas do setor, só a parte financeira pode equivaler a 90% dos gastos de um condomínio, dependendo do porte (residencial ou comercial).
 
"A função requer conhecimento da Lei do Condomínio (4.591) e até do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A nova figura do síndico exige ainda qualificação, justamente por causa do crescimento do setor imobiliário", revela Marcelo Freire, gerente regional da Apsa Condomínios & Imóveis, empresa referência em gestão condominial com 80 anos de atuação no Brasil (quatro deles em Pernambuco).
 
Além das questões técnicas, o síndico precisa se relacionar bem com os moradores - missão nada fácil levando-se em conta os diferentes "estados de espírito". Mas se você associar a isto uma preparação adequada e disposição para encarar o desafio, a gestão tem tudo para ser eficiente. A troca de experiências, inclusive, é fundamental para descobrir os atalhos de uma convivência harmoniosa.
 

Debates

 
O Sindicato da Habitação de Pernambuco (Secovi-PE) resolveu facilitar a vida de quem está exercendo a função, incluindo os debutantes. O órgão promove, mensalmente, um fórum de debates chamado "Fala Síndico", cuja essência é a transparência (tira-dúvidas) sobre vários temas. As reuniões contam com membros do conselho jurídico e representantes de administradoras de condomínios.
 
De acordo com a consultora jurídica do Secovi-PE, Libânia Almeida, o foco dos encontros é fortalecer as regras de coletividade de forma agregadora.
 
"É válido que quem esteja no posto tenha a consciência de que 'está sendo síndico', e não a de que 'será síndico eternamente'. Muitos repetem os erros de antecessores pelo fato de não buscarem conhecimento", explica.
 
Na avaliação dos especialistas, o mercado atual exige qualificação de quem deseja assumir o cargo de síndico. Quando a convenção coletiva permite, pode ser até um profissional específico vinculado a uma administradora. Na Apsa, a partir de um salário mínimo (R$ 622) é possível contratar serviços de gestão condominial. O preço varia dependendo do porte do condomínio, residencial ou empresarial. Em todo o caso, buscar orientação pode render pontos a seu favor. "Se aventurar na função sem o mínimo de conhecimento pode tornar a gestão ainda mais difícil", completa Libânia.
 

Síndico de primeira

 
Transição - atualize e acompanhe o cadastro do CNPJ (Receita Federal) e a Certificação Digital nos órgãos municipais, previstas em lei. A rotina preserva o novo síndico, o antigo e mantém o cadastro em ordem
 
Despesas - entenda como funcionam as despesas do condomínio, já que 90% dos gastos estão relacionados a pagamentos de funcionários, taxas de água, luz e contratos de conservação e manutenção
 
Documentos - guarde-os de forma permanente: cartão de CNPJ, atas, convenções, plantas, processos trabalhistas e prontuários de funcionários. Por segurança, alguns devem ser arquivados por períodos que superam uma década
 
Segurança - mantenha os seguros obrigatórios exigidos por lei contratados, como os que cobrem danos estruturais, incêndio, raios, explosão, rede elétrica, vendaval e impacto de veículos
 
Finanças - conheça a situação financeira do edifício através de relatórios sobre arrecadação, inadimplência e gestão financeira. Mantenha o diálogo, seja flexível quando o regimento permitir e fique de olho na prestação de contas
 
Leis - conheça as regras do novo Código Civil, leis trabalhistas e obrigações contábeis e fiscais. Se precisar, peça a ajuda de um profissional do ramo jurídico para esclarecer dúvidas sobre vários assuntos do condomínio
 
Áreas comuns - quando assumir o posto, confira o estado de conservação de áreas e equipamentos de uso comum, assim como as regras definidas no regimento interno, bem como multas e penalidades. Peça ajuda ao zelador se for o caso
 
Tratamento - exerça o papel de gestor intermediando conflitos e demandas dos moradores. É importante manter canais de comunicação (e-mails, circulares, avisos em quadros, sugestões) para solucionar problemas com mais facilidade
 
Metas - estabeleça um plano de atividades com prazos definido (pode ser com a administradora). O bom relacionamento entre o síndico e a administradora é vital para uma boa gestão.
 
Comunicação - promova eventos coletivos para estreitar o relacionamento e converse pessoalmente, sempre que o tempo permitir, para adquirir a confiança dos moradores
 

Fonte: http://jornalonorte.lugarcerto.com.br

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