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Manutenção

Queda de laje

Carros são esmagados por laje, em condomínio do DF

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

'O maior desespero': donos de carros esmagados por queda de piso no DF citam medo e lamentam perdas

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Defesa Civil descarta risco de desmoronamento, mas garagem continua interditada. Laje que desabou na Asa Norte será desmanchada na segunda-feira (5); 'pensei que fosse terremoto', diz moradora.

A laje que caiu na manhã deste domingo (4) na garagem de um prédio residencial na Quadra 210 da Asa Norte, em Brasília, só será desmanchada nesta segunda-feira (5). Ninguém se feriu no desabamento, mas 25 carros acabaram esmagados. A retirada da terra foi adiada porque algumas seguradoras exigem fotografar o cenário, segundo a Defesa Civil.

O órgão descartou a possibilidade de desabamento do prédio. Os moradores têm acesso livre aos apartamentos, mas a água e a energia elétrica foram cortadas como medida de segurança. Além disso, eles não podem ir ao subsolo – a garagem foi interditada devido ao risco de desmoronamento da terra do jardim do bloco em caso de chuva forte.

"O medo ainda está em nossos ouvidos. Para qualquer baruho que a gente escuta, volta a sensação de que vai acontecer algo mais", afirmou a dentista Karine de Castro.

"Quando vimos o tamanho do buraco, falamos: 'Vai desabar o prédio todo, não vai dar tempo de descer'. Foi o maior desespero, começamos a chamar todos os vizinhos: 'Desce, desce, desce'."

"Eu pensei que fosse um terremoto", resumiu a psicóloga Simone Azevedo. "Imagine se isso ocorre na segunda-feira, com pessoas saindo para trabalhar e crianças saindo para a escola", disse a bibliotecária Cleonice Maria de Lima.

Cenário de destruição

O estouro foi ouvido por volta das 6h45, quando a laje de contenção lateral do bloco desmoronou por inteiro. "Era um barulho muito forte de alguma coisa caindo. Quando olhamos pela janela, vimos o buraco no chão", relatou a auditora Cecília Martins, uma das primeiras moradoras a descer para a garagem e testemunhar os carros esmagados.

Com o desabamento do piso, as tubulações de água e de esgoto se romperam. Os vizinhos foram acordados pelos alarmes disparados e pelo cheiro forte de gasolina e do esgoto.

A psicóloga Maria Sônica Tacano perdeu dois carros, o último deles comprado há três meses.

"Novinho, novinho, mas totalmente destruído."

Prédio liberado

O prédio foi evacuado preventivamente e liberado por volta das 9h15. O subsecretário da Defesa Civil, Sérgio Bezerra, constatou que não houve danos à estrutura. Cães farejadores entraram à procura de vítimas que pudessem estar soterradas, mas não encontraram ninguém.

"É importante que os moradores de prédios mais antigos, que tenham essa mesma estrutura e não fizeram manutenção, que a façam se presenciarem trincas, fissuras, rachaduras ou infiltração de água", alertou Bezerra.

Segundo a Defesa Civil, a viga do canto esquerdo foi a que se rompeu primeiro. Em seguida, todas cederam.

Até a publicação desta reportagem, a razão do desabamento não havia sido identificada – as primeiras informações dão conta de que infiltrações sobre a laje podem ter gerado corrosão nas ferragens, levando à ruptura da estrutura; o laudo será divulgado nos próximos dias.

Os carros que não ficaram amassados foram retirados da garagem por um sargento do Corpo de Bombeiros, que devolvia as chaves aos moradores que aguardavam do lado de fora.

Manutenção preventiva

O prédio afetado foi construído há mais de 40 anos, segundo os moradores. A síndica do bloco, Monica Evangelista, afirmou que segue as obrigações da manutenção periódica.

"Cumprimos todas as regras justamente para manter tudo intacto, tudo em perfeita condição", disse.

A síndica pretende acionar o seguro para arcar com os danos materiais. A apólice custa R$ 3 mil anuais e cobre desmoronamentos, mas, de acordo com o corretor responsável, as despesas dos carros terão de ser pagas pelo segundo de cada proprietário. O valor total do prejuízo ainda não foi calculado.

Fonte: g1.globo.com

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