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Mercado

Aluguel de unidade

Em Uberlândia, taxa de condomínio tem pesado nos contratos de locação

Publicado em: terça-feira, 5 de abril de 2016

Taxas de condomínios chegam a custar 80% do valor do aluguel

As taxas de alguns condomínios em Uberlândia têm valor quase equivalente ao praticado para alugar uma unidade nesses residenciais. Em um levantamento feito pelo CORREIO de Uberlândia entre os dias 29 e 31 de março, as mensalidades condominiais chegavam a 80% do preço do aluguel. Segundo o Sindicato da Habitação de Uberlândia (Secovi), o valor das locações de imóveis em Uberlândia caiu cerca de 20% em 2016 em relação ao ano passado.
 
Mas o valor dos condomínios se manteve estável, o que fez a tarifa de ambos se aproximar. Por causa do custo elevado, proprietários de imóveis e inquilinos têm tido dificuldades para fechar negócio.
 
De acordo com o vice-presidente em locação do Secovi, Alex Feliciano, o valor dos condomínios é determinado pela soma total das despesas, divididas pelo número de apartamentos. “Em prédios que têm portarias 24h, elevadores, área de lazer, equipe de limpeza, esse montante acaba sendo um pouco maior. E se o edifício for pequeno, pesa mais no bolso dos condôminos”, disse Feliciano.
 
Segundo ele, quando o imóvel vai ser disponibilizado para aluguel, o avaliador alerta quanto a essa situação. “A recomendação, nesses casos, é de que o proprietário reduza um pouco o valor da locação para possibilitar o negócio.” Ele não soube quantificar os imóveis da cidade que têm essas condições.
 
Para o dono de uma imobiliária no setor central Cícero Heraldo Novaes, uma forma de minimizar esse custo seria investir nas instalações desde a construção. “Se o prédio tem sistema de captação pluvial, para reaproveitamento da água, e solar para geração de energia, por exemplo, o custo de manutenção do edifício será menor, o que consequentemente reduzirá o valor do condomínio. É um investimento maior na construção, mas que dá retorno em médio prazo”, afirmou Novaes.
 
Outra possibilidade em alguns casos, segundo ele, é dispensar a portaria 24h e contratar uma empresa de vigilância terceirizada. “Manter três trabalhadores de vigilância na portaria custa muito caro, embora seja mais seguro. Em alguns condomínios menores, por exemplo, é possível instalar um interfone direto para os apartamentos e terceirizar a vigilância noturna.”
 
GARANTIA DE PAGAMENTO
 
Há ainda anúncios de imóveis em Uberlândia que informam a inexistência de taxa de condomínio. “Nesses casos, ela fica embutida no aluguel e é uma forma de o proprietário do apartamento garantir que receberá o valor correspondente do inquilino. Há algumas pessoas que alugam apartamentos e deixam de pagar as despesas do prédio, que são cobradas do dono do imóvel”, afirmou o gerente administrativo de outra imobiliária, Ricardo Graciano Costa.
 
Soraya Fernandes preferiu alugar casa para não pagar tarifa (Foto: Celso Ribeiro)Soraya Fernandes preferiu alugar casa para não pagar tarifa (Foto: Celso Ribeiro)
Proprietários não conseguem alugar devido valor da taxa
 
Desde o início do ano procurando por um apartamento para dividir com uma amiga, a estudante de nutrição Soraya Ferreira acabou optando por alugar uma casa por causa do valor do condomínio. “Minha amiga e eu queríamos um apartamento no Centro, por ser mais seguro e bem localizado. Mas as opções que encontramos eram de alugueis a R$ 600 e condomínios entre R$ 400 e R$ 500. A maioria sem garagem e mesmo sem porteiro. Pagaríamos praticamente dois aluguéis, o que inviabilizaria totalmente nossa moradia. Acabamos alugando uma casa por não ter tantos custos”, disse.
 
Por causa da desistência de inquilinos pelo valor da taxa do prédio, alguns proprietários preferem negociar o preço do aluguel e não ficar no prejuízo com o espaço vazio. É o caso da professora Raquel Teixeira Crosara, que tem um imóvel no Centro de Uberlândia que está desocupado há mais de um ano. “Por não ter garagem, o valor do condomínio está caro. É a principal dificuldade para alugar hoje. Já abaixei R$ 100 no preço do aluguel, mas ainda assim está complicado”, afirmou Raquel Crosara.
 
Tarifa elevada assusta quem busca por apartamento
 
No final de 2015, a assessora de comunicação Marina Caixeta, de 24 anos, e o marido decidiram procurar outro apartamento para morar. O que estavam já era pequeno e não tinha área de lazer. A prioridade era imóveis no primeiro andar ou com elevador e com espaço reservado para o Marcelo, o filho de 1 ano do casal, brincar.
“Achamos alguns muito bons, com muito espaço, mas com condomínios de valores exorbitantes. Um deles custava R$ 820 e o aluguel seria de R$ 1,1 mil. Ficou inviável. Demoramos, mas achamos um, pequeno, mas com a área de lazer. O condomínio era mais acessível, então optamos por ele”, disse.

Fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/

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