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Alexandre Marques

Assembleias de sucesso

Etiqueta e boa convivência, regras de ouro!

Por Alexandre Marques (*)

Participar da assembleia de seu condomínio é uma obrigação e um direito do qual o condômino não deve abrir mão. Afinal, é o que restou da verdadeira democracia, como já me referi diversas vezes nesse espaço. Por conta disso, nada melhor do que observarmos nesse ambiente, regras de etiqueta mínimas para não deixarmos nossos vizinhos com uma má impressão das intenções de cada um e de sua conduta social.

  1. Seja pontual: Poucas pessoas atentam a esse detalhe, mas, na verdade a assembleia deveria iniciar-se na primeira chamada com a participação de 2/3 dos moradores, o que, na prática não ocorre, tornando-se lugar comum, iniciar-se em segunda chamada. Claro que, se todos participassem ativamente da vida condominial exercendo seu direito a voto e opinião, as assembleias iniciaram-se mesmo na primeira chamada. Na prática, a diferença disso é que a reunião irá terminar mais tarde, correndo o risco dos moradores irem gradualmente esvaziando o quórum, retirando-se da assembleia em razão do horário avançado, prejudicando a análise e tomada de decisões.  
  2. Seja educado: Ao chegar, cumprimento os presentes, lembre-se que os colaboradores de apoio, funcionários da administradora e advogado do condomínio, se houver, são personagem integrantes desse evento e, merecem igualmente sua simpatia, educação e polidez.  
  3. Seja solícito:  Ofereça-se para ajudar nos trabalhos ou mesmo em outras questões, mesmo as mais simples, como arrumar cadeiras, mesa, distribuir informativos, cópias de previsão orçamentária a serem analisadas, auxiliar como secretario da ata, se o caso, compor comissões que forem criadas ou necessárias, etc.  
  4. Sociabilize-se: As assembleias são excelentes oportunidades para conhecermos nossos vizinhos um pouco melhor, e, nos tornarmos conhecidos, pode ser até um bom canal de “networking”, e uma forma de resolver amigavelmente com o vizinho aquele probleminha com o barulho, com a vaga da garagem do veículo mal estacionado por ele, etc. Obviamente, sempre com respeito e educação. Que tal chegar um pouco mais cedo e integrar-se com os vizinhos, batendo um papo cordial e trocando ideias sobre as questões que serão abordadas de acordo com a convocação assemblear?  
  5. Saiba ouvir e quando falar: O que torna uma assembleia extremamente cansativa, longa, desgastante, e tumultuada é a pouca disponibilidade dos participantes de ouvir e aguardar a vez para falar. É óbvio que quanto mais objetivos estritamente relacionados a pauta da convocação tanto melhor será o desenrolar dos trabalhos. Evite a tentação de rediscutir temas já tratados e resolvidos em assembleias passadas ou repisar velhas questões polêmicas à época. Isso em nada colaborará para o deslinde da reunião. Da mesma forma, respeite opinião e a palavra de quem está utilizando-se dela, espere a pessoa terminar de falar e, assim que possível, sendo necessário, manifeste sua opinião, de forma polida, respeitosa e racional. Evite o discurso embasado no emocional ou com conotação irônica, isso em nada contribui para o bom clima da assembleia ou na efetiva mudança de opinião de seu interlocutor. Lembre-se que todos tem o direito de opinar e, não necessariamente as pessoas terão a mesma opinião acerca dos temas tratados. Divergir é um direito, porém, tratar o vizinho ou colaborador da assembleia com respeito e consideração é uma obrigação!  
  6. Seja colaborativo: Traga sua opinião e ideias, para isso serve a assembleia. Vote aprovando ou não, porém, faça-o sempre pautado em um argumento racional, objetivo e colaborativo. Ataques pessoais a um ou vários moradores em nada irá contribuir para a melhora do condomínio. Havendo discordância de opiniões ou mesmo de procedimentos administrativos, contábeis, financeiros, mire no problema e não, na pessoa. Pois, se ela estiver errada ou agindo até de má-fé, um discurso eloquente, pautado na razão e fatos, sem paixões ou agressividade, irá catalisar os demais moradores a refletirem sobre o tema e, eventualmente, adotarem a mesma opinião, chegando-se a conclusão desejada.  
  7. Voluntarie-se: Doe-se igualmente à microsociedade que é o condomínio, exerça de forma altruísta e participativa cargos de direção como ser síndico, subsíndico e conselheiro. Pode acreditar que esse trabalho será devidamente valorizado e reconhecido por seus pares, ainda que desavenças e polêmicas surjam, o resultado final sempre é um aprendizado pessoal e profissional. Não raras vezes, moradores que foram síndicos de condomínio identificaram-se tanto com a função que optaram, após a devida capacitação, a atuar profissionalmente como síndico. Experimente! 

Estas são, em síntese, as regras de ouro de bem conviver e de etiqueta a serem observadas nas reuniões assembleares, tornando-as um encontro prazeroso entre vizinhos, ou no mínimo, eficientes em relação as decisões a serem tomadas sobre as mais diversas situações da vida em condomínio. Experimente-as, você irá se surpreender com o resultado.

(*) Alexandre MarquesAdvogado militante Consultor em Direito Condominal; Colunista SíndicoNet; Pós-Graduando em Direito Civil e Processo Civil; Especialista em Processo Civil pela ESA e Direito Imobiliário pelo UniFMU; Relator do Tribunal de Ética da OAB/SP , Diretor de Ensino da Assosíndicos (Associação de Síndicos de Condomínio Comerciais e Residenciais do Estado de São Paulo); Conferencista da OAB/SP, CRECI e SECOVI/RO; Sindicato dos Corretores de Imóveis de São Paulo, Conferencista convidado pela Faculdade Dois de Julho - Salvador/ BA, no curso de Pós-Graduação, Co-Autor do Audiolivro: “Tudo o que você precisa ouvir sobre Locação”, Editora Saraiva, Articulista de vários meios de mídia escrita e falada

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