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Convivência

Boa convivência

Saiba como ser um bom vizinho

Publicado em: quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sete lições para ser um vizinho do bem

Saiba como ter boa convivência com quem mora perto de você

Na semana passada, em um condomínio em Jardim Camburi, Vitória, uma farmacêutica de 25 anos, mãe de uma bebê de quatro meses, se viu numa situação complicada ao receber um bilhete de uma vizinha: “Se você não consegue calar sua filha, arranje quem cale, pois o choro dela está atrapalhando o sono dos meus filhos”, dizia o recado anônimo.

O caso repercutiu nas redes sociais e trouxe à tona um debate: será que não existem mais bons vizinhos? O que fazer quando a intolerância mora ao lado? Ouvimos especialistas e listamos dicas que podem ajudar nessa arte de conviver.

“Realmente essa convivência está mais difícil. Muitas vezes, essa intolerância é puro egoísmo mesmo. A pessoa só pensa no próprio bem-estar, não se põe no lugar do outro”, diz a psicoterapeuta Zenaide Monteiro.

De fato, não é fácil compartilhar o mesmo espaço.

“A palavra ‘tolerar’ já diz: é você suportar algo. Viver em sociedade exige isso. Tem barulho no vizinho? Muitas vezes, é melhor tirar por menos, ter mais paciência. Claro que é desagradável. Mas uma hora pode ser você incomodando com uma obra, uma festa, um cachorro que não para de latir...”, observa a psicóloga Milena Careta.

No caso da vizinha do bilhete infeliz, para Milena, foi mais que intolerância:

“Ela não teve tolerância, só teve indiferença. Não quis saber da dificuldade daquela família”.

Muitas vezes, vizinho é para a vida toda. Mesmo assim, é bem comum hoje em dia um morador não conhecer o outro com quem divide a mesma parede.

“A pessoa pensa que mora numa ilha. Não sabe o nome do porteiro, o nome do vizinho de porta. Se acontece alguma emergência, quem ela vai chamar? Não tem nem coração de bater à porta para pedir uma xícara de açúcar”, comenta Zenaide.

Boa relação

Por outro lado, quem pode contar com o vizinho sabe o quanto essa boa relação ajuda a tornar o dia a dia mais fácil. É o caso da bancária Thaís Guerzet Teixeira, 27 anos, que já precisou de socorro amigo algumas vezes e não precisou ir longe para encontrar. Na verdade, a ajuda estava a poucos passos da casa dela.

“Tenho uma vizinha de porta que virou minha amiga. Mais de uma vez recorri a ela para dar uma olhada nas minhas filhas para mim quando estava fora de casa.”

Para a vizinha e amiga, a advogada Samira Ventorim, 36 anos, a relação é natural.

“É bom saber que ela tem confiança em mim”, comentou.

"É possível viver em harmonia", diz morador

 Síndico de um prédio em Bento Ferreira, em Vitória, G. já teve que intervir em uma discussão entre dois moradores por causa do barulho que as crianças faziam e que tirava a paz do morador do andar debaixo.

“É algo pequeno, que poderia ser resolvido de forma simples. Mas as pessoas estão estressadas e acabam deixando a coisa crescer e partindo para a briga”, comentou.

A falta de tolerância, na maioria desses casos, acaba prejudicando a todos.

“Quem é intolerante com o vizinho, é intolerante no trânsito, no hospital, na fila do banco”, destaca a psicóloga Milena Careta.

Por outro lado, uma vizinhança amiga só traz benefícios a todos os moradores.

“Viver bem com os vizinhos é benéfico a todos. Uma comunidade que se ajuda faz todos crescerem”.

Também pensa assim seu José Rômulo Braz, de 62 anos, que tem a experiência de viver há mais de 30 anos em condomínios.

Amizades

“No último condomínio, morei por 24 anos e sempre do lado de uma mesma família. Acabamos criando um laço de amizade muito grande. Já me mudei há 5 anos, mas continuamos nos reunindo no Natal, no Réveillon”, conta ele, que é autônomo, casado há 37 anos, pai de dois filhos e com um neto de 7 anos, o José Henrique.

Para seu Rômulo, a convivência em um espaço assim não tem nada de complicada.

“Não acho complicado. Pelo contrário, adoro. E olha que estou em um condomínio com mais de 300 apartamentos. São quase 2 mil pessoas com cabeças diferentes, valores diferentes, dividindo o mesmo lugar”.

Para que tudo dê certo assim, é preciso, segundo ele, ter uma dose de compreensão.

“Sou festivo, por isso não reclamo dos vizinhos. Claro que é preciso seguir as regras básicas. Mas é possível viver em harmonia. Basta ter cordialidade, respeito. Dizem que quem mora em condomínio não tem nome, tem número. É o vizinho do 104, do 302. Mas quebramos um pouco isso. Gosto de conhecer meus vizinhos”.

As sete lições 

1) Em vez de julgar, ofereça ajuda

Em vez de se irritar com o bebê da vizinha que não para de chorar, vá até lá, mostre preocupação e ofereça ajuda. Não vale reclamar, fazer confusão sem saber o que realmente está acontecendo.

A moradora pode estar com um problema sério e você pode ser a pessoa mais perto a socorrê-la. E todos estão vulneráveis. Uma hora, pode ser você precisando de ajuda e terá que bater à porta ao lado.

2) Aceite as diferenças

A vida em comunidade tem de tudo: o vizinho religioso, o festeiro, o que adora bichos. Não dá para exigir que todo mundo se comporte da mesma maneira sempre. Claro que um condomínio tem regras e todos devem respeitá-las. Mas um pouco de boa vontade e paciência sempre é bom.

3) Não faça fofocas

Não fale da vida alheia. Evite comentários sobre qual vizinho é bom, qual é ruim. Com certeza você não gostaria que espalhassem detalhes sobre sua família para os demais moradores. Seja participativo nas conversas do condomínio, mas tenha discrição sobre isso.

4) Seja gentil

Mais do que cumprimentar com “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, seja gentil com os vizinhos. Segure a porta do elevador para esperar o outro morador, avise os vizinhos sobre uma obra no seu apartamento, desculpando-se pelo incômodo. Isso contribui para um clima agradável, traz leveza à convivência.

5) Seja prestativo

Um vizinho de confiança, solícito, pode ser a salvação num dia de problemas. Esteja disponível para ajudar. Uma mão lava a outra. Um dia, pode ser você precisando de ajuda.

6) Busque a conciliação sempre

Os problemas de convivência devem ser resolvidos na diplomacia, com uma boa conversa. Partir para a briga não ajuda em nada, só piora a vida em condomínio. Se estiver difícil uma conciliação cara a cara, o síndico pode intermediar, mas sempre buscando a solução amigável.

7) Envolva-se mais

Não conhece ninguém no seu prédio? Não sabe nem o nome do vizinho de porta? Está na hora de socializar. Não custa se apresentar, puxar uma conversa com o morador ao lado, mostrar-se à disposição.

Fonte: https://www.gazetaonline.com.br/

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