Coleta Seletiva

Dúvidas frequentes sobre coleta seletiva

Respondemos as principais dúvidas dos leitores sobre o tema

Respondemos as principais dúvidas dos leitores sobre o tema
 

É inegável que implantar um programa de coleta seletiva pode dar trabalho e gerar dúvidas. Mas o projeto não precisa ser um monstro de sete cabeças.

Munido das informações certas, sabendo diferenciar o que é mito e o que é verdade, o caminho até uma coleta seletiva eficaz no seu condomínio fica muito mais fácil.

Esclareça abaixo as principais dúvidas sobre o assunto:  

Quanto tempo demora para que a coleta seletiva caminhe sozinha?

Após o período inicial de três meses, o processo começa a tomar forma, e os desvios no caminho vão diminuindo. Aqueles que no início não demonstraram interesse necessário para participar, podem começar a aderir. Se não houver grandes problemas, em nove meses a coleta seletiva está implantada.

Quem terá mais trabalho ao implementar esse projeto?

Em geral, são as pessoas que participam da comissão de coleta seletiva no condomínio, já que têm de pesquisar quem virá fazer a coleta,  estimar quanto de material reciclado o condomínio gera.

Também  terão de fazer os primeiros esforços de conscientização dos funcionários, organizarem alguém que dê a palestra sobre o tema.

Vale ressaltar que, hoje em dia, existem empresas, como o Instituto Muda, especializadas em assessorar condomínios no processo de implementação e gestão da coleta seletiva no local.

Meus funcionários não querem ajudar. Por quê?

Em geral, se os funcionários não se interessaram pelo projeto é porque ou não o entenderam corretamente ou ganhavam algum lucro revendendo eles mesmos  esses materiais.

É importante educar essa população ressaltando  que quem vai retirar os reciclados busca todos os tipos de materiais. Também vale reverter para eles uma parcela do que o condomínio arrecadar com a coleta

O que fazer com pilhas, lâmpadas fluorescentes e óleo de cozinha?

Atualmente não se recicla mais apenas plástico, papel, vidro e metal. As pilhas, por exemplo, são altamente contaminantes. O banco Santander, por exemplo, conta com papa-pilhas em todas as suas agências.

O condomínio pode se organizar para guardar pilhas e baterias por um tempo até juntar certo volume e algum funcionário do condomínio pode levar o material a uma agência mais próxima. Outra empresa é a Eco-cel, que é especializada em recollhimento de baterias de celulares

As lâmpadas fluorescentes contêm materiais que contaminam como o mercúrio, por exemplo. Há sim a possibilidade de reciclagem, mas quem trabalha com esse tipo de material cobra pela sua retirada. Em São Paulo, uma possibilidade é entregar essas lâmpadas em grandes home centers, que se comprometem em reciclá-las, porém somente em pequena quantia.

Se o condomínio tiver um grande quantidade e quiser destiná-las corretamente, terá que recorrer a empresas de descontaminação de lâmpadas que cobram pelo serviço, uma média de R$ 1, 20 or lâmpada, além do frete. A Naturalis Brasil e a Apliquim, ambas de São Paulo, realizam esse tipo de serviço.

O óleo de cozinha também é bastante contaminante. Estima-se que um litro de óleo possa poluir mais de 20 mil litros de água. Para evitar esse cenário, basta guardar o óleo usado em um grande recipiente.  Geralmente, entrando em contato com alguma empresa que faça a coleta do óleo, a bomba (recipiente) é oferecida gratuitamente – caso da Lirium, em São Paulo, e outras facilmente encontradas na internet.

O síndico terá trabalho adicional?

Segundo as fontes consultadas, o síndico somente terá um trabalho adicional caso participe da comissão de coleta seletiva. E o trabalho dessas pessoas só é realmente grande na fase inicial do projeto.

O acompanhamento demanda, sim, algum esforço, mas é relativamente pequeno. O síndico, como líder, deve motivar o conselho e todos os seus vizinhos a se engajarem pela causa.

Os funcionários terão mais trabalho?

Não terão mais trabalho, mas precisam se adequar aos novos procedimentos. Para tanto, precisam ser treinados e instruídos. Mesmo com todo o trabalho de conscientização dos funcionários, é importante que não recaia sobre eles a responsabilidade de separar o lixo das unidades.

Quando não há envolvimento dos moradores, o material reciclado já chega muito contaminado, e a reciclagem fica muito comprometida, já que os funcionários precisam procurar garrafas pet, e alumínio entre itens como fraldas, lixo orgânico e papel higiênico usado.

O lixo é dos moradores, e é portanto responsabilidade deles a separação dos materiais.  O papel dos funcionários é o de ajudar, verificando se o morador jogou o saco errado ou até mesmo auxiliando os moradores e funcionárias domésticas com dicas para melhorar a coleta seletiva.

Reciclagem dá dinheiro?

Não é aconselhável que um condomínio comece um trabalho de implantação da coleta seletiva com o único intuito de gerar dinheiro. Isso porque o valor de comercialização do material reciclável, em geral, é muito baixo.

Por diversos motivos, como crescimento da demanda de geração de recicláveis pela população e baixa oferta da estrutura (cooperativas, indústrias e empresas de reciclagem) para atender todo esse material; falta de incentivos financeiros e fiscais à toda cadeia da reciclagem ( indústria, empresas e cooperativas) por parte do governo, é muito improvável que o condomínio consiga ganhar dinheiro com a venda dos recicláveis.

A retirada do material coletado pode ser um impedimento para o sucesso da implementação coleta seletiva? Quais as alternativas?

Sim, a retirada é o grande gargalo para uma coleta seletiva bem sucedida. Portanto, deve ser o primeiro item a ser alcançado. Sabendo que a prefeitura, uma cooperativa ou ONG vá recolher o material, aí sim pode-se começar a implantar o projeto no condomínio.

Caso não haja essa possibilidade, e mesmo assim o condomínio queira contar com coleta seletiva, pode-se contratar empresas privadas para retirarem o material em questão. Em São Paulo, empresas como a Instituto Muda prestam esse tipo de serviço de coleta.  

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Serviço

 

Fonte consultada: Alexandre Furlan - Presidente Instituto Muda e colunista SíndicoNet

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