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Ambiente

Gestão de recursos

Individualização da água e conscietização são chaves para diminuir consumo

Publicado em: segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Condomínios precisam adotar novos hábitos

Falta de medição individualizada e má gestão da água estão entre os fatores para alto consumo
 
Com a crise hídrica que afeta todo o País e às vésperas do reajuste da conta de água e da aplicação da tarifa de contingência, medida que cobrará 120% a mais de quem ultrapassar 90% do consumo médio do último ano, os consumidores precisam adotar novos hábitos para o uso racional de água. De acordo com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), um dos focos da campanha de conscientização é o consumidor que mora em condomínios.
 
A diretora de mercado da Cagece, Claudia Caixeta, explica que cerca de 15% dos clientes da Companhia serão afetados com a multa, a maioria está no comercio e em condomínios.
 
"Acreditamos que 40% a 50% deles consiga essa redução. Mas o maior impedimento dessa economia nos condomínios é o fato de a grande maioria dos prédios não ter medidores individuais. Como a conta é rateada, as pessoas não se sentem responsáveis", justifica ela.
 
Apesar da lei municipal 9009/2005 estabelecer a obrigatoriedade da instalação de hidrômetros individuais em cada unidade residencial ou comercial, a vice-presidente de condomínios da Secovi, Lilian Alves, confirma ser minoria os condomínios com individualização das contas.
 
"A gente percebe uma grande mudança quando se tem a cobrança individualizada. Vimos isso num condomínio em que, depois de aderir a esse processo, a redução de água foi imensa. Apesar disso, em nossa cartela de clientes, nenhum síndico fez essa demanda ainda. Estamos buscando alternativas e fazendo muita campanha nos condomínios para conseguir sensibilizar nossos clientes", explica.
 

Responsabilização

Um dos motivos está no alto valor gasto para que cada casa ou apartamento se adeque ao sistema. "Buscamos essa alternativa, mas orçamos o serviço e deu em torno de R$2,5 mil a R$3 mil por condômino. Ninguém aceitou a mudança", justifica Liduina Furtado, administradora de um edifício no Meireles.
 
O jeito foi buscar alternativas para reduzir o consumo no condomínio com 90 apartamentos. "Nós pagamos R$3.681 por mês à Cagece. Aumentou quase mil reais. Então, temos que reduzir porque vai chegar um momento que o valor da taxa do condomínio não vai conseguir pagar as despesas", justifica ela, que ativou o poço profundo, alterou a rotina de limpeza, espaçando as lavagens de calçadas para intervalos de 15 em 15 dias, ao invés de semanalmente, usando baldes no lugar de mangueiras e reutilizando até a água que pinga do ar-condicionado do escritório. "Estamos tentando de tudo para economizar sem prejudicar a higiene do edifício", justifica.
 
Contudo, a administradora reconhece que a mudança de hábitos dentro de casa é mais difícil, apesar das constantes campanhas de conscientização. Para a diretora de mercado da Cagece, ainda existe muito o que enxugar nesse consumo.
 
"O que a ONU estabelece como mínimo é 80 litros por habitante/dia para higiene, limpeza e alimentação. O cearense utiliza cerca de 115 litros por habitante/dia. É um dos menores do Brasil, mas ainda há como cortar algumas gordurinhas", analisa.
 

Boas iniciativas

 
É preciso boa vontade e criatividade para conseguir ver a conta de água mais barata apesar de tantos aumentos. O síndico de um condomínio com 228 unidades habitacionais no Cambeba, Caio Guimarães, conseguiu reduzir 40% com ações possíveis. A força tarefa começou há dois anos, quando detectaram que a conta de R$9 mil estava muito alta, mesmo com a utilização também de dois poços profundos. "Não existia nenhuma vazamento. Era má gestão da água", reconhece.
 
O primeiro foco foi modificar o processo de limpeza da piscina.
 
"Antes, a água que era drenada era jogada fora. Agora, tratamos e reutilizamos. Fez muita diferença", ensina. Também construíram uma cisterna para aproveitar a água da chuva e uma estação de tratamento para o reúso da água na irrigação. Cada intervenção custou cerca de R$20 mil.
 
A individualização da conta está entre as propostas ainda a serem implantadas. "Pensamos nisso, mas saía muito caro. Porém, não desistimos da ideia ainda", pondera ele, que está implementando uma nova ação: reduzir a vazão de água nas descargas com a inserção de garrafa pet de 2l nas caixas. "Não deu tempo ainda de ver o efeito. Mas, pelas contas, se metade dos condôminos aderir, teremos a economia do equivalente a uma caixa de 30 mil litros por mês".
 
O síndico elogia o engajamento dos condôminos e promete ainda mais conscientização nesse período. "A adesão foi muito legal. No auge do período de estiagem, a gente reduz ainda mais drasticamente a irrigação. Não é só o peso financeiro que conta nessa mudança, é o cuidado com o meio ambiente e uma questão social importante", argumenta Caio Guimarães, que, com as alterações, conseguiu manter a taxa de condomínio sem reajuste há dois anos.
 
Fortaleza é a maior consumidora de água do Estado no uso doméstico. Dos 155 milhões de metros cúbicos fornecidos de janeiro a setembro deste ano, nos 151 municípios nos quais a Cagece opera, 51,6% foram para Fortaleza (80 milhões de metros cúbicos). A redução do uso de água na Capital foi de apenas 3,6% em relação a igual período de 2014, quando foram registrados 83 milhões de metros cúbicos.
 
Apesar do segundo semestre tradicionalmente ter um consumo maior de água em decorrência do aumento de temperatura, a Cagece acredita que haverá uma redução no consumo.

Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br

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