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Inadimplência

Inadimplência no Rio de Janeiro

Condomínios de luxo também sentem os efeitos da crise

Publicado em: terça-feira, 16 de maio de 2017

Crise chega a edifícios de luxo da Zona Sul do Rio

Apartamentos em prédio na Vieira Souto acumulam R$ 900 mil em dívidas 

A crise econômica que atinge o Rio de Janeiro está chegando a condomínios na Zona Sul, onde o metro quadrado custa quase 30 mil dólares - um dos mais caros do mundo. Num sofisticado edifício da Avenida Vieira Souto, inquilinos não estão pagando o condomínio, como mostra reportagem da revista Veja Rio deste fim de semana.

Na reportagem intitulada "Prédio na Vieira Souto tem célebres moradores inadimplentes", Veja Rio mostra que, com apenas cinco andares, três apartamentos acumulam uma dívida de quase R$ 900 mil em taxas do condomínio.

"Cada unidade do Edifício Seni, com aproximadamente 500 metros quadrados, é avaliada em cerca de 20 milhões de reais", diz a reportagem, que prossegue: "No pequeno e bem cuidado jardim que enfeita a entrada do prédio, um cacto espinhento parece denunciar, ironicamente, a situação desconfortável pela qual a vizinhança passa. Três dos cinco moradores do prédio estão inadimplentes, e se tornaram réus de processos judiciais que correm em diferentes varas cíveis no Rio, a 15ª, a 31ª e a 35ª, desde janeiro do ano passado. Somadas, as dívidas dos moradores, só com taxas do condomínio, chegam a quase 900?000 reais."

De acordo com a reportagem, Francisco Recarey, de 73 anos, dono da Pizzaria Guanabara, responde sozinho por R$ 300 mil do rombo. Ainda segundo a Veja Rio, "a confusão respingou até no empresário Omar “Catito” Peres, 59 anos, dono do tradicional restaurante La Fiorentina e do Bar Lagoa. Ele não foi citado no processo, mas há sete anos é inquilino do apartamento 101, espólio do industrial pernambucano Geraldo Silveira Coutinho, morto em 2007, aos 72 anos. Coutinho foi administrador da Usina Paraíso, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, por mais de quatro décadas antes de passar o bastão ao filho. Desde 2014, a companhia açucareira está em recuperação judicial. O imóvel da família no prédio de Ipanema detém o recorde de maior saldo devedor do condomínio: quase 400.000 reais."

Segundo a reportagem, o advogado do espólio, José Luiz Rezende de Almeida, não quis comentar o caso, e Peres, o locatário, garante que mantém as mensalidades em dia.

“Pago tudo, mas o espólio não repassa o dinheiro ao prédio. Eu guardo todos os recibos. A dívida é deles, não minha. Não tenho nada a ver com isso.” O empresário contestou, no entanto, o pagamento das cotas extras. “Não pago mesmo, porque o imóvel não é meu”, argumenta. 

A revista prossegue afirmando que o terceiro e último devedor do prédio é o proprietário da cobertura.

"Pouco se sabe sobre ele, a não ser que é sócio de uma empresa chamada Gracon Empreendimentos e Participações Ltda., com sede em Brasília, e que visita o Rio esporadicamente."

A reportagem prossegue informando que a inadimplência nos condomínios residenciais cresceu 22% no Rio de Janeiro entre 2013 e 2015, segundo o Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio). "De acordo com a Apsa, que administra mais de 2?700 edifícios, 5,5% dos moradores atrasaram o pagamento das taxas em 2016. “O crescente número de devedores reflete não apenas a crise do país, mas a falência do estado”, afirma Leonardo Schneider, vice­-presidente do Secovi-Rio. 

A revista afirma que, no caso do 301, o apartamento de Recarey que foi a leilão neste ano para o pagamento de quase 9 milhões de reais de encargos trabalhistas, este poderá ter as dívidas quitadas em breve.

"Apesar de o Tribunal Superior do Trabalho ter anulado a penhora do patrimônio em decisão divulgada recentemente, o leilão segue válido na área cível. Quem arrematou a unidade, por 10 milhões de reais, foi Flávia Faria Vasconcellos, filha do ex-banqueiro Aloysio Faria, fundador do Grupo Alfa e dono de uma das maiores fortunas do país. O prazo para Recarey desocupar o espaço termina na semana que vem, mas ainda há um recurso a ser julgado. Se os outros dois vizinhos não resolverem a situação financeira das respectivas unidades em tempo hábil, o caminho natural será eles irem a leilão. Talvez Recarey tenha companhia", finaliza a reportagem.

Fonte: http://www.jb.com.br

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