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Convivência

Local de treino

Atleta jamaicana de natação treina em piscina de condomínio

Publicado em: sexta-feira, 29 de julho de 2016

Campeã mundial, jamaicana treina em piscina de condomínio perto da Vila

Conterrânea de Bolt, Alia Atkinson, de 27 anos, recebe ajuda apenas do COI e sem credencial faz a aclimatação em piscina sem estrutura perto da Vila Olímpica

A profundidade não é a ideal e há apenas uma raia. A borda não evita as marolas que tanto atormentam os nadadores e também não existe um bloco de partida.

É sem a estrutura ideal, e em uma piscina de apenas 25m de um condomínio vizinho ao Parque Olímpico, que a primeira negra campeã mundial de natação treina para a Rio 2016.

No Rio de Janeiro desde a semana passada, a jamaicana Alia Atkinson se aclimata para a disputa da Olimpíada sem a badalação do compatriota Usain Bolt, que chega ao Brasil nesta quarta-feira. Ela chegou na semana passada e como o chefe de missão da Jamaica não estava no país, não conseguiu retirar sua credencial.

Até ser acolhida pelo Fluminense, onde passou a fazer parte dos treinos, trabalhou apenas nesta piscina. Agora, com tudo certo, permanece no local para economizar, já que recebe apenas ajuda do fundo de desenvolvimento do Comitê Olímpico Internacional, e também frequenta o clube.

Passando despercebida entre os moradores, ela faz as atividades ao lado de Timothy Wynter, conterrâneo que chega para a sua primeira Olimpíada. Os treinos acontecem em um residencial próximo à Avenida Pedro Correia, na Barra da Tijuca.

Enquanto nadam na raia, são observados por pessoas que tomam chope, se bronzeiam e falam ao celular. Alia é veterana aos 27 anos e chega na Rio 2016 com chance de medalha nos 100m peito após experiências em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012. Em Kazan, no Mundial do ano passado, foi prata nos 50m peito e bronze nos 100m peito Em Doha 2014, piscina curta, foi ouro nos 100m peito e no Pan-Americano de Toronto, no Canadá, foi prata nos 100m peito também.

Procurando economizar, com a pendência da credencial e o tratamento dado pelo comitê jamaicano, eles optaram por ficar no local também para maximizar os treinos. Hospedados em um apartamento de três quartos, treinam, comem e fazem o trabalho de academia dentro do condomínio. A partir desta semana, com a abertura da Vila, também contam com a opção de treinar no Parque Olímpico. 

- Treinar aqui é mais barato, com certeza. Fazemos parte do programa do fundo de desenvolvimento do Comitê Olímpico Internacional, um trabalho que nos faz ter a oportunidade de ter um camping de treinos. É isso que temos. Chegamos na semana passada, e vamos ficar mais uma semana. Somos apenas três, não falamos português, e por isso também buscamos um lugar próximo. Não vejo nenhum problema em treinar entre outras pessoas e nesta piscina. Acho até legal - explica Alia, que preferiu não polemizar com o seu comitê e passou a receber a ajuda do COI após nadar o Mundial de Kazan, no fim de 2015.

Anônimos, ele são acompanhados pelo técnico americano Christopher Anderson. Há 14 anos buscando talentos na Jamaica, ele deixou os Estados Unidos e não se incomoda com as dificuldades de treinar sem tanta estrutura quanto seus conterrâneos. Pelo contrário. Ele vê vantagens em estar no condomínio. Alia, por exemplo, tem o tempo de 1min06s48 em 2016, o 12º do mundo nos 100m peito nesta temporada.

- Sinceramente, a desvantagem não é tão grande. Aqui não tem a estrutura de um clube, de uma piscina olímpica, mas é uma raia semiolímpica, com 25m, e eles comem, treinam, dormem e fazem o trabalho cardio no condomínio. Além disso, não precisam se deslocar, então isso é uma vantagem. Fora que é muito mais barato para eles estarem aqui. Pagamos por duas semanas, a primeira é mais em conta e a segunda será mais custosa - garante Anderson, sem revelar o valor pago pela hospedagem no condomínio.

Ao serem parados pela reportagem, os dois atletas enfim passaram a chamar a atenção do condomínio. Funcionários dos serviços gerais perguntavam se eram campeões olímpicos. Outros curiosos tiravam fotos. Em sua primeira Olimpíada, Timothy Wynter nadará os 100m costas através do índice olímpico de 56s26 pedido pela Fina para a Rio 2016. Depois de uma semana no condomínio, ele está feliz na cidade, mas como sabe que ao contrário da colega não chega em busca de medalha, quer ir logo para a Vila dos Atletas se divertir.

- É a minha primeira Olimpíada, eu sou muito novo, e estou aqui para aprender e me divertir e fazer a minha melhor marca personal. Estou louco para ir para a Vila dos Atletas. Será a minha parte preferida. Vou encontrar pessoas de todas as partes do mundo. Para mim, treinar aqui no condomínio não é ortodoxo, mas é conveniente. Temos facilidades aqui e o local é excelente por ser perto de tudo - conta Timothy, de 20 anos, que em 2016, nos 100m costas, tem o tempo de 56s15, número 258 do mundo.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/

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