O seu navegador é muito antigo :-(

Dica: Troque gratuitamente para um navegador mais atual para ter uma melhor experiência no SíndicoNet ;-)

Escolha um navegador ×
Administração

Propina em condomínios

Administradora conhecia esquema de corrupção, afirma Justiça do RS

Publicado em: quarta-feira, 22 de junho de 2016

Justiça do RS diz que administradora sabia sobre propina em condomínios

Gerente foi demitido por justa causa; juíza diz que empresa sabia do esquema.Fraude em condomínios do estado foi exibida no Fantástico em 12 de junho.

O esquema de fraudes em condomínios no Rio Grande do Sul motivou novas denúncias sobre a prática no estado. Um funcionário de uma administradora da capital foi demitido sob a acusação de embolsar comissões pagas pelos fornecedores. Ele entrou na Justiça para tentar incorporar os valores ao salário que recebia, mas teve o pedido negado. Segundo a decisão judicial, a administradora sabia dos repasses (veja na reportagem).

A reportagem da RBS TV mostra que a disputa judicial entre uma das maiores administradoras de condomínios de Porto Alegre e um ex-gerente revelou novos detalhes do esquema. Administradoras cobram uma espécie de pedágio, de 10%, das empresas que indicam para realizar obras e serviços nos prédios.

O ex-gerente da Crédito Real Eliandro Timm foi demitido sob a acusação de embolsar as comissões pagas pelos fornecedores. Ele entrou na Justiça para tentar incorporar as comissões, mas a Justiça negou.

"Ele alegou regularidade no procedimento. Ele diz que havia estrutura na empresa para repartir esse comissionamento que era cobrado em relação aos serviços de terceiros realizados nos condomínios”, diz a juíza do Trabalho de Porto Alegre, Maria Cristina Santos Perez.

“Eu entendo que o comissionamento é irregular porque todos os envolvidos não estão cientes que havia pagamento e comissão. Além disso, esses pagamentos eram feitos em dinheiro, que não apareciam nem nos recibos do serviço, tampouco nos recibos dos contracheques dos funcionários que faziam o rateio. Eram valores que circulavam a margem da contabilidade”, continua a magistrada.

Procurado pela RBS TV, o ex-gerente não quis comentar o caso. A juíza, no entanto, suspendeu a demissão por justa causa por entender que o esquema de comissões era de conhecimento da empresa.

“Inclusive tinham diretores da empresa que participavam de toda essa repartição de comissionamento, então era de conhecimento do nível de gestão da empresa. Então a própria empresa que instituiu um procedimento não pode usar esse procedimento pra demitir o trabalhador com justa causa”, explica.

O diretor da administradora admite a cobrança. “Em alguns casos existe acordo comercial, como existe em outras áreas, isso é totalmente transparente na contabilidade que traz beneficio ao sindico na questão no controle e qualidade do fornecedor”, justifica o diretor da administradora Crédito Real, Carlos Ruschel. Ele acrescenta, no entanto, que no contrato que a administradora assina com o condomínio não está expresso o recebimento da comissão.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de imóveis e Condomínios do estado (Secovi/RS), Moacyr Schukster, em caso de comissão, deve haver um acordo formalizado entre as partes.

“Isso tem quer ser combinado, melhor ainda se for contratado. Eu faria isso por escrito”, diz ele.

Síndica de um condomínio administrado pela Crédito Real em Porto Alegre, Evelise Fatori diz que não sabia do repasse de comissões.

“Uma que outra contratação vem por indicação, mas não indicação da administradora por indicação por colega gestora que tem prestador de serviço que atende de forma adequada o condomínio que é o que a gente busca”, explica ela.

Em conversa com a reportagem da RBS TV, um empresário que vende equipamentos para prevenção de incêndios a condomínios de Torres, no Litoral Norte, negou propina. Moises Alessandro da Ros pensou que falava com um síndico sobre os valores.

Repórter: Pro síndico vocês não pagam?

Empresário: Não.

O empresário diz que os pedidos de propina são comuns entre os síndicos e revelou que administradoras de condomínios cobram uma espécie de pedágio, de 10%, das empresas que indicam para realizar obras nos prédios.

“Muitas delas começam a observar que o orçamento é alto e te chamam para uma reunião. Começa de certa forma diretamente ou não a te propor que você venha repassar valor pra eles pra que tu possa alcançar uma maior gama  de cliente deles”, explica.

A denúncia foi confirmada pelo dono de empresa de reformas da capital, que não foi identificado. “Se eu não pagar eu não tenho o orçamento pra fazer”, detalha ele, que afirma ainda que, sem o esquema, o faturamento seria 80% menor.

Síndicos cobram propina

A fraude dos condomínios no Rio Grande do Sul exibida em reportagem do Fantástico em 12 de junho revelou desvios praticados por síndicos, propina e as mais variadas negociatas. O desviado era utilizado até para gastos pessoais, como compras em sex shops.

A Polícia Civil descobriu que um ex-síndico de um condomínio na Zona Sul da capital teria realizado as compras no estabelecimento com o cartão de débito de um condomínio no bairro Guarujá, na Zona Sul da capital. Ele foi indiciado pela polícia e denunciado pelo Ministério Público por apropriação indébita, crime que prevê pena de até quatro anos de prisão.

A reportagem também mostrou manobras dos síndicos para conseguir dinheiro, com serviços contratados por eles, como jardinagem, reformas e pintura, pagos com o recolhimento das chamadas taxas de condomínio, obrigatórias a todos os moradores. Cabe ao síndico contratar os fornecedores. Muitas vezes, porém, ele só contrata se receber propina.

Fonte: http://g1.globo.com/

Aviso importante:

O conteúdo exibido nesta seção é gratuito, e apresenta caráter meramente informativo. O Portal SíndicoNet não se responsabiliza pelo conteúdo, nem pelas decisões baseadas nas opiniões e recomendações contidas nesta seção. Assim, o Portal SíndicoNet se exime de qualquer responsabilidade pelos eventuais danos ou prejuízos, de qualquer natureza, que possam decorrer da utilização deste conteúdo, por qualquer meio ou processo, e para quaisquer fins. Em caso de dúvidas, é indispensável a consulta a um advogado ou especialista.
Para saber mais, acesse nosso Regulamento de Uso.

Depoimentos

próximo
Receba nossos Boletins

Mantenha-se Informado com as últimas notícias da área em seu email:

{{errorMessage}}

Assinatura efetuada com sucesso!

carregando...