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Ambiente

Depois da enchente

Há desejo de construir condomínio à beira do rio, em Teresópolis

Publicado em: terça-feira, 19 de junho de 2012

Construção de condomínio preocupa os moradores no Parque Imbuí

Obras de aterramento podem comprometer percurso do rio em caso de chuvas fortes
 
Marcus Wagner
 
Moradores de um condomínio no Parque Imbuí estão preocupados com uma obra que foi iniciada em um terreno às margens do rio que corta o bairro. O local estaria sendo preparado para receber um condomínio e por conta disto os proprietários estão fazendo modificações na vegetação e no terreno. 
 
A preocupação de quem mora na Estrada Granja Floresta está no período de chuvas que se aproxima, pois na tragédia do dia 12 de janeiro, houve uma grande inundação e ocorreram vários desliza-mentos. Várias casas sofreram com a invasão da lama e as marcas da invasão ainda estão bem visíveis. 
 
“A gente aqui na época da tragédia ficou entre o deslizamento de encostas na estrada e a inundação do rio, ficamos exprimidos entre essas duas catástrofes. Essa área já era de inundação, que tecnicamente é chamada de refugo das águas e recebeu uma quantidade absurda de água e lama, foi toda soterrada e recebeu a licença para a construção de um condomínio e nós moradores da região estamos preocupados porque se houver a construção é passível de alagamento. Se for aterrado, vai ser construído um dique de contenção que é capaz de aumentar muito mais a inundação que já ocorreu dali pra trás. 
 
A nossa preocupação é de não entender como é que existe a licença para essa construção”, afirmou a moradora Luiza Pinheiro.
 
Um riacho que passava pelo terreno foi desviado com manilhas para não passar por dentro da propriedade e um lago que era uma das paisagens do local foi desativado.
 
Segundo Luiza a prefeitura havia indeferido qualquer obra no local, porém pouco tempo depois os responsáveis conseguiram uma autorização. Cientes disto, os moradores fizeram um requerimento para impedir o avanço dos trabalhos. O Ministério Público também foi acionado para avaliar o que está sendo feito. 
 
“Duas casas foram totalmente invadidas, as que ficam mais próximas do rio, foram invadidas por lama no primeiro andar inteiro e cercas, tudo foi embora. E é nessa área que se dá licença para construção. Um primeiro fiscal indeferiu essa licença e depois por alguma razão que a gente continua sem entender a licença foi concedida, então fica a pergunta como uma coisa dessa acontece, com uma memória tão recente, numa cidade onde a gente já se espanta de muitas coisas não serem feitas e se espanta mais ainda que quando são feitas, são para aumentar o risco dos moradores”, disse Luiza.
 
A moradora acredita que deveria haver preocupação redobrada porque a situação envolve dos aspectos: a preocupação com o meio ambiente e também com a possibilidade que mais vidas possam se perder no local em caso não haja um estudo adequado de interferência no local para a instalação de novas moradias no entorno.
 
“São dois assuntos diferentes de importâncias diferentes, sem duvida era um local que tinha um lago belíssimo, com muita vida, muita fauna, o lago estava aqui há mais de 50 anos, uma questão ambiental e estética também. Agora é uma questão de segurança, de catástrofe, de calamidade, de perda de vidas pelo aterramento do lago e talvez pela futura construção, risco para os novos moradores e para os moradores existentes”, destacou.
 
Em nota da assessoria de comunicação da prefeitura, “a fiscalização ambiental, da Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil, informa que o processo referente a obra na Rua Granja Floresta, no Parque do Imbuí, já foi encaminhado para o Fiscal de Obras, que fará a análise necessária. Após a análise do Fiscal, será emitido o laudo quanto à autorização das obras”.
 

Fonte: http://odiariodeteresopolis.com.br

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