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José Elias de Godoy

Falsos policiais

Saiba como manter esse perigo longe do seu condomínio

Por José Elias de Godoy*

No mês de abril tivemos, lamentavelmente, mais um assalto ocorrido em condomínio. Uma quadrilha se fez passar por policiais federais para invadiro prédio. O fato foi veiculado pela imprensa da seguinte forma: 

Grupo finge ser da PF e faz arrastão em prédio de preso na Lava Jato

Edifício é onde mora o dono do 'Diário do Grande ABC', Ronan Maria Pinto. Segundo a polícia, dois apartamentos foram assaltados em Santo André.

Assaltantes vestidos como agentes da PF invadiram um prédio onde mora o empresário Ronan Maria Pinto em Santo André, no ABC, nesta quinta-feira (14). Dono do jornal "Diário do Grande ABC", ele foi preso na 27ª fase da Operação Lava Jato. Não havia informação de presos pelo assalto desta quinta.

Fonte: http://g1.globo.com/, de17/04/2016.

Mais uma vez percebemos que as quadrilhas estão se utilizando dos mais diversos pretextos  para entrarem, ardilosamente, nos condomínios, aproveitando-se de algumas falhas básicas no Sistema de Segurança para invadirem e cometerem seus atos delituosos, quer sejam nos apartamentos, quer sejam nas áreas comuns.

Neste caso, especificamente, vimos que os criminosos fingiram ser policiais federais. Pelo menos 10 homens com roupa de agentes da PF disseram a funcionários que fariam uma diligência no apartamento do empresário.

Os assaltantes ameaçaram o porteiro de prisão, por obstrução da justiça caso não abrisse o portão. Por isso ele deixou a quadrilha entrar em dois carros de polícia falsos: um Freemont preto e um Citroën branco.

Ao entrar no prédio, o grupo rendeu o porteiro e outros funcionários. Depois, renderam um casal e chegaram a entrar no apartamento deles, mas não levaram nada.

Após isso, aproveitaram que um morador desceu para reclamar por não ter recebido seu jornal e o renderam.

É importante relembrar que as pessoas estranhas só entram no condomínio devidamente autorizadas pelos moradores. Isso diz respeito também aos policiais, exceto em ocorrências de crimes que estejam em situações de flagrante delito, desastres iminentes e mandado judicial, observadas as formalidades legais, para efetuar prisão ou outra diligência.

Portanto, o porteiro ou mesmo o zelador deverão, sempre, procurar certificar-se quem realmente é a pessoa que está querendo entrar no prédio, e para isto deverão identificá-los, do lado externo do edifício, verificando sua identidade funcional, além de analisar se possui, realmente, mandado judicial.

Caso seja algum chamado de emergência, confirmar a solicitação com o condômino, tudo antes de liberar sua entrada. Deve-se, em caso de dúvida, chamar o síndico ou outra pessoa do conselho a fim de dirimir possíveis deúvidas a fim de não comprometer a segurança do condomínio ou mesmo, incorrer em crime de desobediência por obstruir o trabalho policial.

Caso a dúvida persista, o funcionário ou mesmo os moradores deverão acionar a Polícia Militar, pelo telefone 190, a fim de que uma viatura vá até o condomínio para checar o que está sendo informado pelos supostos agentes públicos.   

Diante disto fica claro sobre a importância em se qualificar e orientar os funcionários do Condomínio visto que somente com conhecimento dos funcionários é que se minimizariam  ações deste tipo, onde ladrões se aproveitam da ingenuidade, simplicidade e do despreparo dos colaboradores condominiais  para agirem e obterem sucesso contra os prédios.

(*)José Elias de Godoy é especialista de Segurança em Condomínios e autor dos livros “Manual de Segurança em Condomínios’’ e “Técnicas de Segurança em Condomínios”. 

 

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