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Segurança

Furto em condomínio

Porteiro admitiu participação em crime, em Brasília

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Vítimas de porteiro criam grupo no WhatsApp: Roubados e Decepcionados

Mikael Barbosa da Silva ficava com chaves de apartamentos na Asa Sul e foi indiciado por cinco furtos qualificados

Um dia depois de Mikael Barbosa da Silva, 23 anos, ser indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por cinco furtos qualificados, muitos moradores do Bloco A da 312 Sul ainda não conseguem acreditar que o porteiro gentil, solícito e o qual trabalhava no prédio há quatro anos fez o “limpa” nos apartamentos. “Eu fazia café e levava para ele. Ainda não creio no que aconteceu”, disse uma mulher que prefere não ter o nome divulgado.

Considerado pessoa de confiança dos moradores, Mikael é acusado de fazer sete vítimas. Nessa quinta-feira (16/8), a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) deflagrou uma operação e o deteve temporariamente. Os policiais fizeram ainda busca e apreensão em três endereços ligados ao suspeito. Após prestar depoimento e assinar termo circunstanciado, o rapaz foi liberado. Antes, porém, segundo os investigadores da PCDF, ele confessou os crimes.

A polícia chegou até o ex-porteiro após denúncia dos próprios moradores. A pista foi deixada por Mikael nas redes sociais. Ele postou uma foto com um óculos. A dona desconfiou e começou a trocar informações com os vizinhos.

Eles chegaram a criar um grupo no WhatsApp, chamado Roubados e Decepcionados, para tratar do caso.

Esse espaço é para trocarmos informações e dados necessários para lidar com essa situação lamentável. Apesar de todo prejuízo, é um prazer conhecer e manter contato com todos”, disse uma moradora, em mensagem encaminhada aos vizinhos.

Mikael é acusado de cometer os furtos desde janeiro deste ano. Ele não tinha passagens pela polícia. O ex-porteiro ficava com as chaves dos apartamentos e, diante dessa oportunidade, teria cometido os crimes. No prédio, os moradores estão assustados. Poucos querem falar sobre o caso. E os que falaram não quiseram se identificar, temendo represálias.

“Eu não fui roubada, mas, mesmo assim, trocamos a fechadura de casa há uns dois meses, por precaução”, destacou uma mulher residente no bloco. Outra teme represálias e pensa em se mudar. Alguns, mesmo tendo objetos subtraídos, não registraram ocorrência por não acreditarem que o ex-porteiro seja mesmo o autor dos crimes.

“É um doente. Simpático, conquistou a confiança das pessoas a ponto de muitas deixarem as chaves dos apartamentos com ele, o que possibilitou a ocorrência desses crimes”, disparou uma moradora. O Metrópoles tentou contato com Mikael, mas ele não foi localizado por telefone nessa sexta-feira (17).

Antes de ser detido pela polícia, Mikael processou duas moradoras e pediu R$ 15 mil por danos morais. Uma delas teve bens equivalentes a R$ 700 levados de casa e chegou a vê-lo em imagens das câmeras de segurança do prédio em “atitude suspeita”.

“Segundo ele disse, eu falei que o pai dele é traficante, que eu estava dizendo coisas falsas, difamando”, contou.

Objetos

Uma quantidade grande de objetos – entre eles, perfumes, bebidas, tênis, relógios e até peças de lingerie, como calcinhas – foi encontrada com o acusado. Os policiais investigam, ainda, o sumiço de 30 mil euros em espécie, denunciado por um dos moradores do prédio na 312 Sul. Está na mira da polícia também a procedência de um Golf com equipamento de som completo e de duas motos que estavam na casa do ex-porteiro.

“Queremos saber como ele comprou esses bens ganhando um salário de apenas R$ 1 mil. Ele foi detido e confessou os crimes, apesar de ter dito que não sabe ao certo quantos furtos fez”, afirmou o delegado João de Ataliba Neto, da 1ª DP. Se condenado pela Justiça, o acusado pode pegar até 8 anos de cadeia por cada furto.

Fonte: www.metropoles.com

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