O seu navegador é muito antigo :-(

Dica: Troque gratuitamente para um navegador mais atual para ter uma melhor experiência no SíndicoNet ;-)

Escolha um navegador ×
Manutenção

Prédio interditado

Moradores estão deslocados há três meses, sem previsão de volta

Publicado em: terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Moradores de prédios interditados em outubro ainda não podem voltar para casa, no RJ

Um muro desabou e Defesa Civil e CEF interditaram prédios do Minha Casa, Minha Vida Oitenta e duas famílias dizem que CEF não está pagando aluguel social.

Mais de três meses após a queda de um muro em um condomínio em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, alguns moradores ainda não conseguiram voltar para casa. O acidente aconteceu em outubro e até agora muitas famílias não puderam voltar para casa, como mostrou o Bom Dia Rio.

Os prédios foram inaugurados em 2012 para as famílias que ficaram desabrigadas depois de fortes chuvas na região.

Mas em outubro, quatro blocos de 20 apartamentos, cada, foram interditados pela Defesa Civil e os moradores precisaram deixar suas casas.

O motivo foi a queda de um muro de contenção, que atingiu a estrutura dos blocos. Quinze dias depois, mesmo sem nenhuma obra ter sido feita, a Caixa Econômica Federal e a Defesa Civil liberaram a volta dos moradores.

Com medo de um outro deslizamento, eles entraram na justiça, que deu ordens para que todos deixassem os apartamentos de novo e só voltassem depois que os reparos fossem feitos. Só que das 82 famílias que tiveram que deixar o condomínio, apenas 45 conseguiram ir para casa de parentes.

“Estão todos desabrigados realmente até agora. E não tem assistência de ninguém, nenhuma. A única coisa que o juiz deu foram 12 alugueis sociais que a Caixa desconcordou e não quer pagar, não tem data para segunda parcela do aluguel social deles”, disse o síndico Carlos Sérgio Borges.

O Francisco já fez as malas para se mudar provisoriamente para casa da sogra.

“Mas como lá também está cheio, eu pretendo alugar uma casa desde o momento em que a Caixa Econômica nos ajude com um aluguel social, porque, afinal de contas, nós pagamos aqui e para mim, sair daqui e morar em outro lugar, tem que ter o auxílio da Caixa Econômica”, disse o morador.

Além dos problemas estruturais, o condomínio também está com buracos pelas calçadas e rede elétrica sem manutenção. Para piorar a situação dos moradores a cisterna que abastece o condomínio está trincada e apresenta vazamentos. No local, várias rachaduras.

“Nós ficamos até com medo de entrar ali dentro para ligar a bomba e desligar. Está arriscado até o teto cair sobre as nossas cabeças, né?” avaliou Jorge Antônio Martins.

Dona Marlene não se conforma. Ela está com o apartamento interditado, mas mesmo assim a Caixa Econômica está cobrando mais de R$ 2 mil em prestações atrasadas.

“Passei mal, né? Que eu sou hipertensa, tive uma crise hipertensiva horrível, minha pressão foi a 23 por 16. E agora não tem esse dinheiro, né? Não tenho, como é que eu vou arrumar esse dinheiro?”, indagou a moradora.

No Bela Vista, quando a chuva começa a cair, todo mundo sai dos apartamentos e vai para a rua. “Fico na minha na minha casa enquanto o tempo está assim, quando começa a chuva a gente vai para a churrasqueira, entendeu? Onde de vez em quando a gente dorme por que a chuva fica, entendeu? A gente fica com medo e realmente com o psicológico abalado”, disse uma moradora.

“Até agora não tem uma solução, entendeu? A gente não está querendo aluguel social, nós estamos querendo as melhorias, as obras, porque só está no papel e até agora não saiu”, disse outra moradora.

A Caixa Econômica Federal disse que todas as questões judiciais que competem ao banco estão sendo cumpridas e que entrou com uma ação contra a Raro Engenharia. A Caixa afirmou ainda que as obras seguem dentro do cronograma.

A Caixa informou também que está pagando hotel para 82 famílias que ainda não puderam voltar para casa.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que a Defesa Civil interditou a área após o acidente e depois de fazer uma série de exigências a Caixa Econômica Federal, liberou o espaço.

Porém, ainda segundo a prefeitura, a empresa não cumpriu o acordo e ele foi novamente interditado. Ainda de acordo com o Município de São Gonçalo, o condomínio virou objeto de audiência pública do Ministério Público, na qual ficou estabelecido que a Caixa deveria cumprir uma serie de requisitos para que houvesse a liberação por parte da Defesa Civil, o que não teria acontecido até hoje.

Fonte: http://g1.globo.com/

Aviso importante:

O conteúdo exibido nesta seção é gratuito, e apresenta caráter meramente informativo. O Portal SíndicoNet não se responsabiliza pelo conteúdo, nem pelas decisões baseadas nas opiniões e recomendações contidas nesta seção. Assim, o Portal SíndicoNet se exime de qualquer responsabilidade pelos eventuais danos ou prejuízos, de qualquer natureza, que possam decorrer da utilização deste conteúdo, por qualquer meio ou processo, e para quaisquer fins. Em caso de dúvidas, é indispensável a consulta a um advogado ou especialista.
Para saber mais, acesse nosso Regulamento de Uso.

Depoimentos

próximo
Receba nossos Boletins

Mantenha-se Informado com as últimas notícias da área em seu email:

{{errorMessage}}

Assinatura efetuada com sucesso!

carregando...