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Segurança

Segurança animal

Condomínio tem gansos contra ladrões e galinha no combate a escorpiões

Publicado em: segunda-feira, 25 de abril de 2016

Casal de gansos vira 'segurança' em condomínio residencial

Aves ficam soltas e ganharam espaço com lago para descanso.Combate de escorpiões é feito por galinhas d'angola.
 
 Eles quase não têm sono, defendem o território em que vivem e fazem barulho quando algum estranho se aproxima. Justamente por conta desse comportamento que um casal de gansos foi escolhido para reforçar a equipe de segurança de um loteamento residencial em Sorocaba (SP).
 
Desde fevereiro eles ficam soltos, "fazendo ronda" pelos jardins das residências, áreas verdes e no espaço de convivência. O casal de "funcionários" tem tanto prestígio que ganhou até um lago artificial, onde fazem o merecido descanso.
 
As aves, que não se desgrudam, têm conquistado a confiança dos moradores e até mesmo de feirantes que trabalham uma vez por semana no local. De acordo com o presidente da associação do condomínio, Marcelo Oliveira Rosado, a decisão de incorporar as aves ao convívio dos moradores foi tomada em conjunto com a diretoria e o conselho deliberativo.
 
Panfletos foram distribuídos antecipadamente para informar sobre a chegada dos gansos e o setor de Zoonoses da cidade foi ao local. “Eles inclusive elogiaram a iniciativa”, diz. Rosato afirma que a intenção é chegar a ter seis gansos no "quadro de funcionários". "As aves têm seis meses, são dóceis e estão se adaptando ao ambiente."
 
O biólogo Lázaro Ronaldo Ribeiro Puglia conta que, por instinto, os gansos delimitam o território onde moram e tendem a defender o espaço, mas que são raras as vezes que agridem um invasor. "Eles emitem um som alto que indica a presença de alguém estranho. E, nas exceções, podem até dominar bicando a pessoa, abrir as asas e voar nas costas da pessoa, na nuca, e usar as unhas. Isso em casos extremos, porque normalmente eles vão gritar mesmo", explica.
 
Quando completam dois anos os gansos são considerados adultos. É nesta época, segundo o especialista, que já se acostumaram ao local onde vivem. Puglia destaca que gansos já foram incumbidos de fazer a segurança em presídios e conta que, um dos pontos positivos, é que as aves não sentem necessidade de dormir e algumas espécies até voam à noite. Mas as ações com animais no condomínio não param por aí: 14 filhotes de galinha d'angola ajudam no combate a escorpiões e outros insetos.
 
Em uma das áreas verdes do condomínio foi montado um galinheiro e, segundo Marcelo Rosado, crianças ajudam no trato das aves, sendo responsáveis por trocar a água e colocar alimento.
 
“Queremos unir o útil ao agradável. Algumas crianças nunca tinham visto ou tocado em uma galinha. Isso, infelizmente, é consequência da urbanização. Hoje temos mais crianças brincando no parquinho porque elas veem as galinhas soltas”, afirma.
 

Controle biológico

A ideia de colocar as aves surgiu depois que o engenheiro Rodolfo Antônio Alves encontrou três escorpiões dentro de casa. “Tenho dois filhos pequenos e comecei a procurar o que podia fazer para combater os escorpiões. Dedetizamos a casa, mas isso só combateu as aranhas, que são alimentos dos escorpiões. Então falaram que as galinhas d'angolas são boas nisso e resolvemos testar.”
 
Após uma reunião com os demais moradores do condomínio, Alves se propôs a comprar seis galinhas e ficar responsável pelo tratamento das aves. Em pouco tempo, cerca de dois meses, a iniciativa tem dado resultados. O engenheiro conta que já viu as galinhas disputando aranhas e a expectativa é diminuir o número de insetos, contando também com o apoio de todos os vizinhos.
 
"Há várias construções no condomínio e pedimos que evitem o acúmulo de entulhos, porque os escorpiões buscam locais assim, principalmente com madeira, para se esconderem. Sabemos que é inevitável acumular alguns materiais, mas esperamos que não deixem muito." Quanto aos pets que vivem no loteamento, ele conta que a convivência tem sido tranquila, até mesmo porque os cães e gatos estão sempre acompanhados dos donos e usam coleiras.
 
Para o biólogo Lázaro Puglia, o controle biológico é sempre bem-vindo, mas alerta que, no caso das galinhas, elas podem destruir flores em busca dos insetos. "Elas ciscam para encontrar os insetos. As galinhas comem as aranhas que, por sua vez, se alimentam de baratas. Então existe também uma consequência desse combate, mas acho válido", finaliza.
 

Fonte: http://g1.globo.com/

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