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Gabriel Karpat

Síndico profissional

Não basta ter tempo para a função, é preciso se preparar para ela

Não basta ter tempo para a função, é preciso se preparar para ela

Síndico profissional e seu futuro 

Gabriel Karpat*

É inegável a constatação da migração de síndicos voluntários para profissionais.

O condomínio se caracteriza como uma empresa, e o profissionalismo que a função exige pede que o desempenho seja semelhante às grandes diretorias de companhias privadas.

O responsável pela função, então, deve ter o conhecimento necessário para o exercício do cargo, além, claro, de disponibilidade de tempo que a atividade exige.

Numa pesquisa empírica realizada pela empresa GK Administração de Bens, foi constatado que, na região metropolitana de São Paulo, o percentual de síndicos profissionais chega próximo a 15% do total dos aproximadamente 40 mil condomínios existentes.

O índice representa um fator positivo para todos que querem participar dessa fatia bem tentadora da área e dela fazer sua fonte de renda.

Antes, porém, é preciso ressaltar que o mesmo levantamento empírico revelou que a participação do síndico profissional é maior nos grandes condomínios, os chamados condomínios-clube, onde a carga horária é mais relevante, quando não se exige dedicação exclusiva de cinco dias da semana, por período integral.

Nesses casos, vale a ressalva, acontece uma certa confusão entre a função do síndico contratado e o cargo de gerente e/ou zelador.

Para minimizar qualquer tipo de conflito, é fundamental apresentar com clareza a distinção entre os dois cargos, bem como respectivas responsabilidades e atividades diárias.

Enquanto o síndico tem uma atividade deliberativa conjuntamente com o corpo diretivo do condomínio e as deliberações discutidas nas assembleias,o gerente ou o zelador tem a função de executor das atividades diárias, cumpridor das ordens recebidas.

Claramente, as funções são complementares e não excludentes.

Portanto, mesmo com síndico profissional, o zelador e/ou gerente são igualmente necessários.

Reeleição de síndico

Dentro desse aspecto, outro dado curioso do levantamento diz respeito à reeleição de síndico contratado. Pouco mais de 40% se elegem novamente para um segundo mandato. Isso significa que menos de 50% desses profissionais tiveram aceitação para continuar numa próxima gestão, um alto índice de desaprovação.

Ainda mais surpreendente foi a constatação de que, do total de condomínios cujos síndicos profissionais não foram reeleitos, apenas pouco mais de 30% voltou para a eleição de sindicância voluntária de moradores, ou seja, quase 70% desses condomínios, embora não tivessem reeleito seus síndicos profissionais, aprovaram o conceito da manutenção dessa modalidade.

Essa informação é muito boa para o setor, mas preocupante para os profissionais que militam na área. Porque tão alto contingente de síndicos contratados não consegue se manter no cargo para uma segunda gestão?

Depois de compartilhar a questão com membros de diversos corpos diretivos responsáveis por selecionar e indicar, em assembleia, a permanência ou não desses profissionais e de até acompanhar algumas reeleições que ocorreram à revelia da negativa do conselho fiscal ou consultivo do condomínio, alguns fatores foram apontados como barreira para a reeleição: o despreparo para a função; o desconhecimento de todas as obrigações; e, especialmente, a falta de planejamento de trabalho específico para o condomínio.

Se a constatação cria certa preocupação, por outro lado aponta com clareza que a resposta do campo é conclusiva. A máxima de que a voz do povo é a voz de Deus sempre é válida para todas as áreas e atividades que envolvem relacionamento humano. E, claro, vale também para o constante profissionalismo da sindicância.

Como qualquer outra profissão, a busca por aprimoramento deve ser preocupação permanente também de quem abraça a função de síndico profissional. Também não basta apenas ter tempo disponível para a função, há que se preparar para assumi-la.

Hoje, há grande número de cursos de formação e aperfeiçoamento de síndicos, além de conferências, periódicos e sites especializados. Material de apoio não falta neste mercado. É preciso que cada um faça a sua parte. Na ponta final, os condôminos agradecem! 

*Gabriel Karpat é diretor da GK Administração de Bens e coordenador do curso de síndicos profissionais da Gabor RH – diretoria@gk.com.br

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